Bairros

Bauru já recolheu 162 kg de caramujos

Sérgio Pais
| Tempo de leitura: 3 min

Após 14 dias de seu início, a primeira fase da campanha de caça ao caramujo gigante africano foi encerrada ao meio-dia de ontem, com um saldo de 162 quilos do molusco coletados. Até a última quarta-feira, haviam sido recolhidos na Vila Independência, Jardim Terra Branca e Vila Santista 108 quilos de caramujos, segundo balanço parcial divulgado anteontem pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), órgão coordenador da ação que ficou conhecida como “Dia C”.

Anteontem e ontem, mais 56 quilos de caramujos recolhidos em outras regiões da cidade e que estavam em tambores nas Regionais Administrativas chegaram ao aterro sanitário administrado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb). No local foram exterminados por maceração (esmagamento) feita pelas rodas de um trator. Depois disso, os restos dos moluscos foram cobertos com cal e enterrados.

No balanço das coletas recebidas ontem pela Emdurb no aterro sanitário, outros bairros apareceram com uma contribuição destacada de moluscos. Dos 42 quilos recebidos ontem, por exemplo, o Parque São Geraldo foi o que apresentou a maior quantidade (13 quilos).

Outro destaque foi o resultado da ação (9 quilos) na Praça das Cerejeiras, que abriga a sede da prefeitura, mesma quantidade da Vila independência. Depois vieram a Bela Vista (4 kg), Jardim Redentor (3 kg), Vila Falcão e Núcleo Mary Dota, com 2 quilos cada. Não é possível estimar o número de caramujos capturados, pois eles têm tamanhos variados. Alguns espécimes adultos, porém, chegam a pesar até 200 gramas.

Segundo a gerente de Resíduos e Gestão Ambiental da Emdurb, Roberta Oliveira Lança, o balanço geral da primeira fase da campanha, juntamente com o número de reclamações feitas por moradores, vão determinar os pontos da cidade que deverão ser atacados com uma ação semelhante à que foi encerrada ontem. “O grupo volta a se reunir na próxima terça-feira e é quase certo que haverá uma nova campanha, mas sem data definida”, diz Lança.

A gerente da Emdurb também não soube especificar quais regiões da cidade serão alvo da campanha, mas destacou a “grande” Bela Vista (área que compreenderia bairros como os jardins Vânia Maria e Petrópolis) como um provável local para ações de combate ao caramujo africano.

Lança lembra que ações como a do “Dia C” realizam buscas em praças, áreas verdes e terrenos abandonados, o que exige por parte da população a sua parcela de contribuição. “Não teríamos condições de entrar em todas as residências e por isso as pessoas devem cuidar de seus quintais”, aconselha.

Ela lembra que a campanha representa parte de um plano de manejo e controle da população dos moluscos, sendo impossível o seu extermínio. “Temos de aprender a conviver com eles (caramujos), mas em menor quantidade”, diz. Além do Ibama e da Emdurb, a comissão que organizou a caça ao caramujo africano foi formada ainda por profissionais das secretarias municipais do Meio Ambiente, Saúde e Educação, das Administrações Regionais e da Universidade do Sagrado Coração (USC).

A decisão de combate ao molusco surgiu após a constatação de seu descontrole populacional e porque o animal é hospedeiro intermediário de dois vermes que podem causar doenças que levam, em casos mais graves, até à morte. Por isso, para coletá-lo, é recomendado proteger as mãos com luvas ou sacos plásticos.

• Serviço

Informações sobre o caramujo podem ser obtidas no Ibama pelo telefone (14) 3203-0151; Secretaria Municipal do Meio Ambiente (14) 3235-1105 e Centro de Controle de Zoonoses (14) 2381-2646.

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