Economia & Negócios

‘Sem-computador’ geram novo comércio

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

Na era da Internet, possuir um computador próprio ainda é um sonho distante para muitas pessoas. De olho nesse público, muitos comerciantes têm aproveitado para lucrar com a abertura de estabelecimentos que oferecem acesso pago a sites e e-mails. Em Bauru, a situação não é diferente.

Há cerca de quatro meses, o empresário Adriano de Oliveira resolveu instalar dois computadores com Internet em sua loja, localizada na região da Vila Nova Esperança. Ele garante não ter se arrependido. “A procura tem sido boa, principalmente porque é o único local que oferece esse serviço no bairro”, comenta.

Oliveira cobra R$ 1,50 para cada hora de acesso. “Em média, cerca de 15 pessoas vêm até aqui diariamente para usar a Internet”, relata.

Já o comerciante Edmar dos Santos Araújo decidiu aproveitar o grande número de pessoas que circulam pelo Calçadão para instalar, no último mês, um quiosque no cruzamento com a rua Treze de Maio. “A idéia é atender os usuários que estão em trânsito e precisam de um informação rápida”, revela.

Um cartão que custa R$ 1,00 dá direito à pessoa acessar 30 minutos de Internet. “Estamos atendendo entre 15 e 20 usuários por dia”, declara Araújo.

Segundo ele, o objetivo é avaliar o funcionamento do quiosque durante três meses. “Depois disso, dependendo do retorno, poderemos estendê-lo a outras quadras do Calçadão”, projeta.

Atuando há três anos no ramo, o comerciante Paulo Hitoshi conta com seis computadores no andar térreo de sua casa, na avenida Duque de Caxias. “Como já estamos há bastante tempo nessa atividade, temos uma clientela já formada”, relata.

Hitoshi conta que seu faturamento só não é maior por causa do número de computadores que ele oferece. “A minha dificuldade é que são poucas máquinas”, declara.

Apesar da faixa afixada em frente ao imóvel e do serviço ser oferecido em sua própria casa, ele não teme que o anúncio atraia pessoas mal-intencionadas. “Nunca tive problemas desse tipo”, diz.

Perfil

Araújo conta que o público que vem procurando o serviço não tem um perfil definido. “Isso até em função do quiosque ser uma novidade. Muita gente tem utilizado o computador para lazer, embora o enfoque que queremos dar é a prestação de serviços”, comenta.

Na loja de Oliveira, os jovens são maioria. “Eles utilizam mais as salas de bate-papo. Depois, vêm o envio e recebimento de e-mails”, diz.

No caso de Hitoshi, o público do estabelecimento é outro. “A grande maioria tem de 20 anos para cima. São pessoas que não estão aqui por causa dos jogos em rede, mas para acessar apenas a Internet”, analisa.

O estudante e vendedor Emerson Pineda costuma usar a Internet por hora com freqüência. “Eu moro sozinho e não tenho computador. Para mim, esse serviço ajuda bastante, pois posso acessar meu e-mail”, destaca.

O autônomo Fábio Roberto procurou o quiosque do Calçadão pela primeira vez ontem. “Eu moro no Guarujá e viajo muito. No meu caso, a Internet por hora acaba sendo uma boa opção”, relata.

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