O 2.º melhor criador de dogue alemão do Brasil está instalado na região, entre Bauru e Pederneiras. Para chegar ao top da criação, Frederico La Roca de Araújo teve que ‘suar’ a camisa. Participou de várias exposições por todo o País e tratou seus animais com o que há de melhor para obter a classificação. A conquista garantiu ao criador a venda para o Exterior.
Os cães nascidos e criados no canil de La Roca são exportados para o Chile, Equador, Argentina, Uruguai, Bolívia, Estados Unidos e Canadá. “A dificuldade é chegar com os filhotes em São Paulo, porque de Bauru não tem avião para levar os animais.”
Toda reprodução feita no canil, segundo o criador, é de animais premiados. “Não há reprodução de animais que não possuam títulos.”
Ele ressalta que não é ele quem diz que os cachorros nascidos e criados em seu canil são os melhores. “Os títulos estão aqui para comprovar. O mercado de cães seleciona aqueles de melhor qualidade. Eles passam pelo crivo de juízes, pela confederação de cinofilia”, explica.
A cadela que deu o prêmio ao criador é Isis do Quasar, de apenas 3 anos. “Como ela foi premiada, seus filhotes são mais valorizados no mercado. A premiação é muito importante para o canil porque valoriza o plantel. Para chegar a isso é preciso ser conhecido nacionalmente, o que demora anos.”
Ele lembra que anualmente na exposição nacional são escolhidos os melhores da raça. “Se eu deixar de ir às exposições, desvalorizo os filhotes nascidos no canil. O investimento é alto”, avisa.
Características
O dogue alemão é um cão do grupo II, destinado a guarda e trabalho. Late pouco, é dócil com as crianças. “Ele é bom para guarda de grandes propriedades, é um cão muito apegado à família, mas precisa de espaço ou de passeios constantes, especialmente na fase de crescimento, que vai dos 2 aos 18 meses.”
A alimentação do dogue tem de ser feita com ração para cães grandes, pois um macho adulto chega a pesar 110 quilos. “Não que ele seja um cão gordo. O peso é por causa de seu tamanho.”
O exercício e ração de boa qualidade na fase de crescimento são determinantes para que este tipo de cachorro se desenvolva, avisa o criador. “Ele cresce muito rápido. Aos 4 meses ele já é maior que um dobberman, mais pesado.”
No trabalho de guarda, o dogue alemão tem bastante discernimento entre as pessoas da casa e os estranhos. Apesar disso, não chega a ser um cão feroz. “O dogue alemão é um cão equilibradíssimo. É um cão de guarda que não dá problema com as crianças. Nunca se ouviu falar que pessoas são atacadas por ele.”
O tamanho do cachorro assusta, principalmente quando ele tenta brincar com quem não o conhece. “Muitas vezes o animal tem só 8 meses, é um crianção, mas por ser maior que os outros, as pessoas acham que ele é adulto. Ele gosta de brincar.”
Por ser um cão de raça grande, ele vive em média oito anos. “Quanto maior o cachorro, menos ele vive. Os cães de pequeno porte vivem até 17 anos .”
O dogue alemão é um cão que gera uma despesa mensal em torno de R$ 350,00 só com a alimentação. Na fase de crescimento exige a ração top de linha. Após os 18 meses pode ser alimentado com outro tipo de ração, desde que tenha todos os nutrientes necessários para cachorros de raça grande.
Em função disso, é um cão que se adequa ao público de classe média alta e alta. “Um filhote, no Brasil, custa de R$ 800,00 a R$ 2.500,00. Para exportação custa US$ 1.500, em média. Mais informações podem ser obtidas pelo site: www.canilquasar.cjb.net.
Ninhada
Criar cães não é um mercado altamente lucrativo, avisa o produtor Frederico La Roca de Araújo Porto. “Todo mundo pensa que numa ninhada com dez filhotes vai dar R$ 20 mil de lucro. Mas uma cadela custa R$ 25 mil até chegar a primeira cria. Além disso, temos as viagens, exposição mundial da raça dogue alemão, que no ano passado foi no Rio. No próximo será na Argentina, em Buenos Aires.”