Regional

Rottweiler precisa de domínio para ficar dócil

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 4 min

O rottweiler é um dos cachorros mais antigos, existe há mais de 400 anos. Foi usado pelos romanos na época das cruzadas, na conquista da Europa Central. Naquele tempo, a função dele era carregar carga, porque ele sempre foi um cão muito forte de estrutura poderosa. O cão também cuidava dos rebanhos que eles levavam para alimentar os soldados, era um cão de transporte de carga e já era de guarda, explica o criador Adir Dias da Silva Júnior, estabelecido em Agudos.

Depois que a Alemanha ficou estabelecida como região própria, segundo o criador, os açougueiros passaram a criar o rottweiler. “Ele sempre teve aptidão com trabalho com gado e sempre teve instinto de guarda apurado, presente.”

Hoje é um cão de guarda e para uso policial, classificado como feroz. “É um cão que deve ser adestrado porque tem temperamento muito duro. É um cão que tem um domínio muito grande sobre o ambiente onde ele vive. Se o dono não souber lidar com isso, pode ter problema.”

Exemplificando, Júnior cita que se o dono não tiver o domínio, o cão pode sentar no tapete da sala e não querer mais sair. “Ele pode reagir. Não é um cão para qualquer pessoa. É um cachorro para alguém que já tenha um certo conhecimento com cães, para saber como manejar. Ele é extremamente dócil com as pessoas que ele convive, embora seja bravo com quem ele não conhece.”

Duas toneladas

Uma mordida do cão rottweiler pesa duas toneladas por centímetro quadrado. “É uma das mordidas mais poderosas de todas as raças. Ele morde e segura. Se ele tiver oportunidade, ele rasga para tirar o pedaço da carne. Ele agride sempre que alguém invade o espaço dele.”

O rottweiler, segundo o criador, não serve para ser usado para patrulhamento de rua, para grandes multidões. “A Polícia Militar usa no patrulhamento de rua cães mais dóceis, como o pastor alemão. Ele serve para polícia do Exercito, que trabalha com choque. Pode ser usado em trabalhos mais agressivos.”

O visual do cão impressiona, avisa Júnior. “Visualmente ele impressiona mais pelo tamanho e pela fisionomia, mas não deixa de ser um cachorro dócil com as pessoas que ele convive.”

Padrão

O segundo melhor cão rottweiler do Brasil em 1994 pertenceu a Adir Dias da Silva Júnior, que cria os animais desde 89. “Além desse animal, que já morreu, tive várias cadelas campeãs de adestramento. O rottweiler vive de oito a nove anos. Depois dos oito anos ele é considerado idoso.”

A gestação da raça é de 60 a 65 dias e um filhote é vendido por R$ 800. “O padrão da raça é definido por uma série de tributos do animal. “As fêmeas podem ter de 53 a 62 centímetros de altura, os machos de 63 a 68 centímetros. Existem as preferências particulares, alemães procuram os cães médios, de cerca de 65 centímetros de altura.”

A vantagem de um cão de porte médio, de acordo com o criador faz com que o animal tenha uma harmonia maior. “Com esse porte, ele se movimenta melhor. Caso ele tenha que tomar conta de uma fábrica, sítio ou grandes extensões, se movimentará melhor. Eu prefiro os cães de porte médio, puros e registrados e todos de linhagem alemã.”

Para criar um cachorro da raça rottweiler, o gasto, segundo Júnior não é muito alto. “O animal adulto come cerca de 600 gramas de ração por dia. Mais os gastos com vacina e vermífugo, a despesa mensal não chega a R$ 100/mês.”

Contra seqüestros

O staffondshire bull terrier é uma das raças caninas mais antigas da Inglaterra, mas no Brasil chegou recentemente. Calcula-se que haja cerca de seis bons criadores. Avô do pitt bull, o staffondshire é um animal de companhia que vem sendo treinado para defender possíveis vítimas de seqüestros.

O criador Adir Dias da Silva Júnior, o único da região, diz que cerca de 20 animais estão sendo treinados para acompanhar seus donos no interior dos veículos. “Eles são pequenos e muito fortes. Têm uma mordedura muito possante, o músculo sigomático da mandíbula é extremamente poderoso. Não é a função básica dele, mas como é inteligente, aprende a defesa.”

A raça staffondshire bull terrier é inglesa. O animal foi usado na Inglaterra para combate. Hoje, é um cão de companhia. É avô do pitt bull. “O staffondshire começou a ser trazido para os Estados Unidos, onde começaram a mudar a raça. De uma ninhada, os americanos tiravam os cães mais altos, começaram a criar uma nova raça, essa raça é o american staffondshire bull terrier.”

Da seleção feita pelos americanos resultou aqueles que mais brigavam e surgiu a terceira raça que é o american pitt bull.

Apartamento

O staffondshire bull terrier é um cão de pequeno porte, embora chegue a pesar 25 quilos. “É rústico, tem pelo curto e se alimenta pouco. Ele pode viver dentro de casa ou apartamento.” Um filhote desse cachorro custa em São Paulo cerca de R$ 2,5 mil até R$ 8 mil. Em Agudos é vendido por R$ 1,5 mil.”

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