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Lula perde, Alckmin ganha


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A corrida eleitoral para 2006 já começou e já temos um grande vencedor e um grande perdedor. O segundo turno serviu para consolidar um candidatíssimo e esvaziar outros. O PT ganhou em quantidade mas perdeu em “qualidade”, fazendo de Lula um grande perdedor já que esperava a hegemonia petista . Nas 96 cidades mais importantes do País, sendo 26 Capitais e 70 municípios com mais de 150 mil eleitores, o PT administra 29 e cairá para 24 cidades. Ou partiu de 19,7 milhões eleitores para 10,1 milhões. O PSDB mantém 19 municípios, mas terá agora 13,5 milhões em 2005, contra os atuais 5,3 milhões.

O PT perdeu São Paulo (SP), Porto Alegre (RS), Belém (PA), Goiânia (GO) e Curitiba (PR). E ainda Caxias do Sul (RS), Pelotas (RS) e Maringá (PR). E no Estado de São Paulo, perdeu Campinas, Ribeirão Preto (do ex-prefeito Antonio Palocci), Santos, Sorocaba e Piracicaba. Embora não compense, o PT venceu em cidades como Diadema, Osasco Santo André e Fortaleza, capital do “azarão” Luizianne Lins.

Os resultados transformaram o PSDB na agremiação com mais prefeitos em grandes cidades do Estado de São Paulo a partir de 2005. O que não deixa de mostrar a força do governador Geraldo Alckmin. De sobra, o prefeito eleito José Serra não deve pleitear ser presidente, Aécio Neves e Tasso Jereissati perderam suas capitais, Belo Horizonte e Fortaleza, justamente para o adversário principal, o PT.

Em compensação, o PT perdeu a força do carisma do presidente Lula. Como crêem vários deputados petistas. Afinal, Lula foi eleito para ser uma novidade e não um continuísmo econômico e político.

O povo não quer os juros estratosféricos (os empresários também agradecem) que só beneficiam os bancos. E ainda espera um salário mínimo digno. Os funcionários públicos voltaram a ser humilhados com a oferta de 0,01% (isso mesmo, um mísero centésimo de porcento).

A classe média ainda espera a correção da Tabela do Imposto de Renda (será que vem neste ano? O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário calcula em 57% o reajuste necessário) e a redução da CPMF (provisória?). E nem vamos especular sobre os 10 milhões de empregos.

Promessa é dívida e, ao contrário do que pensam alguns, o povo não esquece não! Aliás, as eleições demonstram isso. Quem esqueceu e pagou foi o PT. E enquanto o Lula e seu PTnic começam a fazer água por causa desse iceberg eleitoral, o governador Alckmin ganha como cabo eleitoral o povo de São Paulo que começa a imaginar o que seria do Estado se ao invés do modelo de gestão que Alckmin implantou fosse o Lula o governador com sua política econômica gerida pelo Palocci.

A não ser que o Lula transforme o Erário numa grande cartola e saque muitos coelhos para pagar as promessas eleitorais que fez, seu destino está selado, será o mesmo de outros governantes que prometeram e nada fizeram, o esquecimento.

O autor, Mário Eugênio Saturno, é tecnologista sênior da Divisão de Sistemas Espaciais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, professor do Instituto Municipal de Ensino Superior de Catanduva e congregado mariano

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