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Candidatos a reitor querem contratações

Diego Molina
| Tempo de leitura: 3 min

Atendendo uma das principais reivindicações de alunos e servidores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), as duas chapas concorrentes à Reitoria da instituição defendem como uma de suas principais propostas a valorização do corpo docente das unidades e a contratação de mais servidores (professores e funcionários técnico- administrativos) em período integral. A eleição para escolha dos novos reitor e vice-reitor se encerra hoje às 21h30, e a chapa vencedora, que assume a Reitoria a partir de janeiro do próximo ano, deve ser conhecida até amanhã.

A proposta de contratações é motivada pela desafagem no número de servidores em praticamente todos os câmpus da instituição, por conta do alto número de pedidos de aposentadoria apresentados nos últimos anos e da não-realização de concursos para ingresso de novos docentes e funcionários. Em matéria divulgada pelo JC no início do ano, a defasagem no quadro de servidores na unidade de Bauru chegava a 29%.

O professor Amilton Ferreira, que é titular do Instituto de Biociências (IB) do câmpus de Rio Claro e um dos candidatos à Reitoria comenta que um dos principais pontos de sua proposta é a defesa da qualidade dos cursos de graduação e a luta contra a desafagem no número de servidores na universidade. Ele ressalta que a Unesp perdeu um grande número de professores e funcionários em função das reformas previdenciárias, e que não houve reposição.

“Temos um buraco na universidade, que é a falta de servidores, e apesar da dificuldade em repor o quadro de funcionários e docentes, a Unesp entrou num programa de expansão, criando 28 novos cursos de maneira um pouco atabalhoada e sem custeio garantido. Isso acabou complicando a qualidade dos cursos em geral. Nossa preocupação é trabalhar fortemente na recuperação da graduação, cientes de que recuperando a graduação teremos uma pós-graduação forte, e até porque os servidores devem ser contratados para trabalhar na graduação”, afirma.

O outro candidato à reitoria, o professor Marcos Macari, que é docente da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias de Jaboticabal e até agosto ocupou a direção da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa, concorda que a defasagem de professores e funcionários técnico-administrativos na instituição é uma realidade a ser combatida. Ele aponta que, ao contrário de outros momentos de crescimento da Unesp, nos últimos anos não houve uma política para reposição dos funcionários aposentados.

“Com esse novo crescimento da Unesp, de 2001 para cá, surgiu a necessidade maior de um planejamento institucional, porém não houve esse planejamento para a reposição dos aposentados, a manutenção da estrutura e a tomada de decisões inerentes à organização do fluxo de recursos”, diz. Macari explica que a Unesp passa por um momento de equacionamento.

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Votação terminará hoje à noite

As urnas para a escolha da nova Reitoria da Unesp estão disponíveis nas três faculdades do câmpus de Bauru até as 21h30. Todos os alunos, professores e servidores técnico-administrativos têm direito a voto. O Colégio Eleitoral da Unesp espera entre 5 mil e 6 mil votos da comunidade universitária do câmpus de Bauru.

A contagem dos votos não é paritária, ou seja, os votos de professores, alunos e funcionários têm pesos diferentes na apuração. A escolha dos docentes tem peso de 70%, e dos alunos e funcionários, 15% cada.

Amanhã, às 9h, terá início a apuração dos votos e o resultado deve ser divulgado até o final da tarde. Após a apuração, o Colégio Eleitoral se reunirá para homologar a eleição e tem até o próximo dia 15 para encaminhar a lista tríplice ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), que é responsável pela nomeação do futuro reitor. Como apenas duas chapas se inscreveram, o colegiado indica um terceiro nome. Normalmente, vence a chapa que recebeu votação mais expressiva.

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