A temporada para investir em enfeites natalinos começou oficialmente ontem. Reza a lenda que o ritual para a decoração dos ambientes deve ser cuidadosamente programado um mês antes do dia em que se comemora o nascimento de Jesus. O respeito à tradição seria uma homenagem aos três reis magos, que seguiram a estrela guia até chegar à manjedoura.
Apesar do esforço, nem todo mundo lembra de prestigiá-los. O aposentado Ernandes Roque de Camargo, por exemplo, por anos cumpriu a tradição de iniciar a decoração de sua casa um mês antes do Natal. Neste ano, no entanto, os preparativos foram antecipados.
“A homenagem aos reis magos talvez fique para o ano que vem. Esse ano antecipei porque dá trabalho. Se não fizer direito, as lâmpadas queimam”, explica. Para ele, as luzes coloridas e os enfeites de natal são sinônimos de vida e esperança. Ele não descarta a possibilidade de melhorar a decoração da residência até dia 25 de dezembro.
A data também é limite para Maria Isabel Dell Agnolo, proprietária de um salão de estética, que gastou R$ 80,00 para enfeitar a fachada e a entrada do estabelecimento com motivos pessoalmente criados criados por ela. “É um modo de agradecer as clientes e a cidade pelo trabalho. É um gesto de carinho”, diz.
Na opinião de Maria Isabel, as luzes, as guirlandas, o presépio e as estrelas, por exemplo, suscitam a esperança de que o próximo ano será melhor. “É tanta energia que as vezes muda tudo mesmo”, aposta.
Kaic Oivani Pereira, 10 anos, é mais prático: montar a árvore de Natal não passa de uma grande diversão, já preterida pelos irmãos mais velhos. Uma entre as várias versões sobre a procedência da árvore atribui a novidade ao encantamento das crianças. A história conta que o padre Martinho Lutero, autor da reforma protestante do século XVI, teria montado um pinheiro enfeitado com velas para mostrar às crianças como deveria ser o céu no dia do nascimento de Cristo.