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'Avaliador' do Ministério da Saúde prevê mais recursos para o Centrinho

Da Redação
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O Ministério da Saúde planeja incrementar a destinação de recursos oficiais para o Centrinho e outras 160 instituições hospitalares brasileiras que oferecem programas de ensino e pesquisa. A informação é do coordenador do Departamento de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, médico Ademar Arthur Chioro Reis, que visitou o Centrinho e suas unidades externas de reabilitação auditiva ontem.

“Essa nova sistemática é chamada de contratualização e tem o objetivo de corrigir eventuais defasagens da tabela do Sistema Único de Saúde. Sem dúvida, o Centrinho é uma das instituições com potencial para participar”, disse. “A contrapartida é que os hospitais aprovados por uma comissão interministerial devem se comprometer a modernizar sua administração, requalificar pessoal e investir em humanização do atendimento”.

Desde 1967, quando foi fundado, a humanização é uma das marcas registradas do Centrinho, o que já rendeu prêmios dentro e fora do País.

Ex-secretário municipal de Saúde de São Vicente, Chioro Reis também informou que o ministério já destinou R$ 27 milhões nos últimos dois anos para viabilizar a contratualização de 12 instituições já credenciadas no novo sistema.

O Ministério de Educação e Cultura e a Secretaria Estadual de Saúde também participam das avaliações, assim como reitores no caso de hospitais universitários. “Ou seja: novos recursos são o final do processo, uma forma de coroar o comprometimento dessas instituições com a reestruturação gerencial e o pleno atendimento às diretrizes do SUS”.

O superintendente do Centrinho, professor José Alberto de Souza Freitas, aproveitou para informar que esteve com o senador Aloízio Mercadante e o ministro da Saúde, Humberto Costa, anteontem, em Brasília. “Entregamos em mãos uma proposta de novo convênio do Ministério da Saúde com o Centrinho para garantir mais verbas ao hospital”, destacou.

“Fui acompanhado de pacientes para tentar sensibilizar nossas autoridades. Estamos confiantes”. Além disso, continuam as gestões para captação de recursos para o término do novo prédio do Centrinho, que tem capacidade para 200 leitos contra 113 da estrutura atual. As obras - iniciadas em 1990 - estão paralisadas por falta de dinheiro.

“O governo estadual vai participar desse esforço, que também deve envolver o governo federal”, disse há 15 dias, em Bauru, o governador Geraldo Alckmin, homenageado pelo Centrinho. “O caminho é esse: estreitar ainda mais os vínculos com as esferas federal e estadual para concluir essa obra que é de todo o Brasil”, finalizou Freitas.

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