JC Criança

Além do papel

Da Redação
| Tempo de leitura: 4 min

Ainda faltam alguns dias para o Natal, mas os preparativos para a festa estão a todo vapor. Já percebeu que muitos começaram a desejar os famosos votos natalinos? São aquelas frases típicas, como “Feliz Natal”, “Boas Festas” e “Feliz Ano Novo”. Com certeza você já as viu escritas em cartões de Natal. Os cartões, aliás, um jeito tão simples de desejar felicidades, têm uma história de mais de 160 anos para contar.

Isso mesmo. Os cartões de Natal não são tão velhos quanto o Papai Noel, mas sua tradição não é de hoje.

Diz a história que o artista inglês John Calcott Horsley criou o primeiro cartão de Natal em 1843. Na verdade, podemos dizer que ele surgiu graças a Henry Cole. Antes de 1843, ele já tinha o hábito de escrever cartas para os amigos no Natal. Mas como estava muito ocupado nesse ano, fez uma encomenda ao John, que era dono de uma gráfica, e inventou o modelo.

John fez cem cartões, que tinham o desenho de uma família brindando a festa de Natal, a frase: “Feliz Natal e Próspero Ano Novo para você” e espaço para escrever mensagens.

A moda pegou e anos depois, em 1849, o comércio começou a vender a novidade. Foi a partir daí que surgiu o costume de trocar cartões.

Solte a imaginação

Hoje existem os mais variados tipos de cartão. Todos muito coloridos e com os mais diversos desenhos. Sem contar os que tocam música.

Mas na hora de mandar um, a forma dele é o que menos interessa. O que vale é a intenção. Você se deu conta que você mesmo pode inventar o seu?

Com folhas de papel sulfite ou um pedaço de cartolina, tintas, lápis de cor e muita criatividade é fácil criar um cartão diferente e que será só seu. Se você gostar, pode fazer dobraduras, colagens ou desenhos.

Depois de fazer, o mais gostoso é entregar. Nem sempre conseguimos entregar para todos pessoalmente, mas isso não é problema. Afinal, os Correios estão aí. Basta colocar o endereço corretamente de quem vai receber e selar a carta que não tem erro.

Em tempos de Internet

A rede mundial de computadores está em tudo mesmo. Inclusive nos cartões de Natal. A essência é a mesma, desejar “Feliz Natal”, mas a forma é bem diferente.

Existem sites especializados em cartões (Conheça alguns abaixo) que oferecem modelos de todos os temas (amizade, família, aniversário e, claro, Natal) e para o ano inteiro.

Se você está mais para a web do que para os Correios, é uma opção prática. Para enviar o cartão, você só precisa ter nas mãos o seu e-mail e o da pessoa para quem quer mandar.

Mas tem um porém. Em geral, esse cartões duram apenas um mês, ou seja, depois desse tempo a pessoa que recebeu não poderá ver mais o cartão.

Nessas horas, o papel ganha da Internet. Se o amigo para quem vai mandar gosta de guardar tudo o que ganha, vale à pena perder uns minutinhos, mandar o convencional e agradar a quem você gosta.

• Dicas de site:

www.ocarteiro.com.br

www.voxcards.com.br

www.monica.com.br

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Outras histórias do Natal

• Árvore de Natal

A maior parte das histórias diz que surgiu na Alemanha, no século XVI, com o padre Martin Lutero, que teria enfeitado um pinheiro com velas. Na época, o pinheiro era considerado um símbolo da vida por continuar verde mesmo no inverno, por isso era usado no Natal. Aqui no Brasil, a árvore como conhecemos hoje teria chegado apenas nos anos 1900.

• Panetone

O único dado que parece certo é de que surgiu em Milão, na Itália. Fora isso, existem três versões: a primeira diz que um padeiro chamado Toni, por volta de 1400, teria inventado um pão doce que ficou conhecido como “pane-di-Toni”. A segunda, que o cozinheiro Gian Galeazzo Visconti inventou o pão em 1395. Já a última conta que um rapaz chamado Ughetto entre 1300 e 1400 criou a novidade para conquistar o pai de sua amada, um padeiro. No Brasil, teria chegado somente depois da Segunda Guerra Mundial, em 1945, com os imigrantes italianos.

• Peru de Natal

O hábito de comer essa ave teria começado lá atrás, por volta do ano 1600, no Estados Unidos. Um século antes, os espanhóis levaram o peru para a Europa, onde era pouco conhecido. Com o tempo e por ser mais barato do que o cisne e o pavão, o peru virou o prato principal nas festas e era saboreado tanto por ricos quanto por pobres.

• Papai Noel

Ao que tudo indica, ele foi inspirado no bispo Nicolau, que viveu na Turquia, no século IV. Nicolau tinha o hábito de colocar presentes nas chaminés das casas de famílias pobres nos finais de ano. O Papai Noel que conhecemos hoje, de roupa vermelha, nasceu nos Estados Unidos, no século XIX. A casa do Papai Noel ninguém sabe ao certo onde fica. Sabe-se que ele vive na Lapônia, pólo Norte, junto com seus duendes e renas.

Fonte: Guia dos Curiosos / www.guiadoscuriosos.com.br

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