Bairros

Solução envolve obras de micro e macrodrenagem

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

De acordo com a arquiteta Maria Helena Rigitano, da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), a solução para o problema das enchentes de Bauru envolve obras de micro e macrodrenagem.

Ou seja, o sistema tem de funcionar perfeitamente das guias e sarjetas às barragens de contenção de águas pluviais, que ainda estão no papel e não foram construídas.

“São várias coisas que ajudam na drenagem da cidade. A microdrenagem começa com a guia e a sarjeta. Já é um sistema de drenagem”, diz.

Posteriormente, quando o volume de água sobre a superfície aumenta pela impermeabilização de áreas, são necessárias galerias de águas pluviais, que levamas águas das chuvas aos rios e córregos.

Maria Helena observa que as galerias têm de ser bem projetadas, prevendo o crescimento da cidade, e demandam manutenção para retirada de folhagens e lixos que as pessoas jogam nas bocas-de-lobo. Caso contrário, o entupimento pode ser a causa da inundação.

“As pessoas têm o costume de varrer a calçada e jogar na boca-de-lobo. Isso é um problema muito grande. A prefeitura tem de manter, mas se a população colaborar é muito mais fácil”, afirma.

A manutenção das matas ciliares e o desassoreamento de córregos são outros aspectos importantes para que as águas da chuva possam escoar normalmente quando chegam ao destino. “Eles têm de estar limpos, não podem receber entulho de construção e lixo”, afirma.

Tudo isso é microdrenagem e resolve problemas pontuais. A macrodrenagem demanda uma visão global do problema e tem como objetivo evitar que grandes quantidades de águas pluviais se desloquem de uma área da cidade para outra, transferindo o problema para as regiões mais baixas.

Faz parte da macrodrenagem o controle da taxa de permeabilidade do solo. “É preciso deixar os terrenos mais permeáveis para diminuir o volume de água que vai para a rede pública. Os quintais devem ter jardins ou pisos drenantes”, explica Maria Helena.

Além disso, bacias de contenção de águas pluviais, ou piscininhas, estão sendo exigidas nos novos loteamentos para reter a água por um período, antes de chegar à rede pública.

As obras de porte maior são as barragens de contenção de águas pluviais, ou piscinões. O novo Plano Diretor da cidade, que está sendo elaborado, prevê nove barragens na cidade, que funcionariam dentro de parques urbanos.

Segundo Maria Helena, é preciso de recursos federais ou estaduais para executar as obras. “O orçamento da prefeitura não comporta todos os empreendimentos. Temos que contar com recursos externos. Tenho expectativa de que o novo governo consiga trazer recursos para obras de drenagem”, diz.

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