De acordo com o secretário municipal de Obras, José Ângelo Padovan, o grande entrave para a solução definitiva dos problemas de inundações em Bauru é falta de verbas, aliada à estrutura enxuta de pessoal e maquinário da prefeitura.
Foi feita muita coisa, mas não dá para fazer tudo de uma vez. A questão é orçamentária. A prefeitura não tem grande estrutura para fazer várias obras concomitantemente”, justifica o secretário.
Ele enfatiza que a prefeitura fez diversas obras de drenagem. A maior parte delas estava prevista no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em setembro de 2001 pelo Ministério Público (MP) e Prefeitura de Bauru. No documento, a administração municipal se comprometia a realizar em seis meses um pacote de 20 obras para combater as enchentes.
Entre as obras definidas no TAC estavam implantação de galerias de águas pluviais em diversos bairros, interligações viárias, canalização do rio Bauru, na altura da avenida Comendador da Silva Martha e a barragem de contenção na região do Jardim Jussara, Vila Nova Paulista e Vila Ipiranga.
Esta última não foi realizada e as galerias de parte da Pousada da Esperança 2 devem ser concluídas em dezembro. Além disso, várias obras foram entregues fora do prazo previsto.
Padovan alega, entretanto, que a prefeitura realizou outras obras de combate a enchentes que não estavam previstas no TAC, como controle de erosões, serviços de desassoreamento de córrego e de canalização.
“A gestão do Nilson (Costa) fez 17 mil metros de galerias e drenagem. Em termos de tubulação e galeria, foi o período em que mais se fez em Bauru”, afirma.
Contudo, o secretário admite que as obras que foram feitas não eliminam as inundações. “Não é suficiente para resolver o problema. Ainda existe um planejamento maior para que o problema seja resolvido. Isso a gente tem no novo Plano Diretor”, expõe Padovan.
Ele afirma que seriam necessários recursos externos para fazer todas as obras previstas no novo Plano Diretor, entre elas, nove barragens de contenção. “Teríamos que contar com recursos estaduais e federais. A barragem do Jardim Jussara, por exemplo, não foi feita porque não veio recurso federal para aquela obra. É a única obra que vai ficar pendente no TAC”, argumenta.
O secretário enfatiza a necessidade e a importância de que a população colabore
com o trabalho da prefeitura na área de drenagem, não jogando lixo nas ruas e nas bocas-de-lobo.
“Ampliamos nossas equipes de limpeza de boca-de-lobo. O povo não pára de jogar lixo. Teria que educar o povo para evitar que o problema volte para eles mesmos, na forma de inundações. Até sofás encontramos nas bocas-delobo. O problema é quase generalizado na cidade”, frisa o secretário municipal de obras.