A expansão dos restaurantes que oferecem comida a quilo, marmitas e marmitex aumentou a concorrência no setor. Com uma clientela cada vez mais exigente por qualidade e preço, o atendimento exige diferenciais que podem resultar em fatores positivos na hora de fechar o caixa.
Alzira Maria Borges, proprietária de um restaurante, procura sempre alternar o cardápio e adequar o seu preço à realidade do mercado, que oferece comida a quilo de R$ 10,00 a R$ 19,00.
“Para nós que mexemos com alimentação, a comida por quilo é vantajosa. A pessoa paga o que come, sem desperdício. Infelizmente, o brasileiro ainda não tem consciência do desperdícioâ€, lamenta.
Responsável pelo fornecimento de 500 refeições diárias, ela lembra que o setor de comida pronta tem um mercado nem sempre leal. “Pagamos impostos, somos visitados pela Vigilância Sanitária, o que nem sempre ocorre com restaurantes e lanchonetes instalados nos bairrosâ€, critica.
Há 26 dias no mercado de comida a quilo, o proprietário de outro restaurante, Fernando Vancin Coppi, não tem do que reclamar. “Fizemos pesquisa antes de abrirmos. Até o prédio onde estamos instalados foi projetado para abrigar o restauranteâ€, comenta, apontando a sofisticação do ambiente, que conta com ar condicionado.
“Nosso diferencial aqui é que atendemos com garçomâ€, completa, destacando que seu preço, de R$ 16,90, é competitivo com a realidade da concorrência. Na avaliação de Coppi, o restaurante à la carte corre sério risco de desaparecer. “Lá, você espera de 40 a 50 minutos para começar a comer. Na comida a quilo, na metade desse tempo você já comeu e está indo emboraâ€, destaca.
Mas não é o que pensa o gerente de uma churrascaria, Carlos César Sulino, há 20 anos no ramo. A casa serve à la carte. “Não vejo os restaurantes por quilo como concorrentes. Atendemos a uma clientela diferenciada e permanente, que tem como base a famíliaâ€, rebate. Para disputar o mercado, ele lançou o churrasco executivo, que sai por R$ 8,50.
Marmitas e marmitex também incrementam a expansão do setor com preços que variam de R$ 3,00 a R$ 4,00. Segundo Alex Tadeu dos Santos, proprietário de uma marmitaria, sua produção neste ano aumentou em cerca de 50% se comparada com a do ano passado.
“Em 2003, fornecíamos uma base de 70 a 80 marmitas e marmitex por dia. Neste ano, subimos para 150â€, comemora. Para ele, o brasileiro deixou de ter preconceito em comer de marmita e marmitex.