Politicando

Estrada a jato


| Tempo de leitura: 1 min

Pela estrada velha, para se ir a Piratininga, era necessário atravessar os trilhos da Cia Paulista de Estradas de Ferro. Isso incomodava as pessoas que a utilizavam. Contou-me Geraldo Cotuba, que o pessoal da Vila Independência que morava na região da Água do Sobrado queria abrir uma nova estrada, que evitasse a passagem pelos trilhos.

Tinham até o traçado. Plínio Ferraz era contrário a essa nova estrada, pois entendia que com ela o eixo de atividades da Vila, centrado nas suas terras, por onde passava a estrada velha, iria deslocar-se para essa nova via.

Dr. Nuno de Assis era o prefeito e, por amizade com Plínio, não queria atender a reivindicação. Mas ele precisou ausentar-se do País, numa viagem aos Estados Unidos, deixando o governo para o professor José Ranieri, seu vice, e proprietário da Quinta Ranieri, próxima da Água do Sobrado.

Com apoio do novo prefeito e autorização para que a estrada passasse por suas terras, feita pelos irmãos Fidelis, João Luiz, Razuk, Luiz Tentor e José Miguel, através de mutirão, muitos moradores da Vila nela trabalharam.

Giro Ishicava deu muitas enxadadas ali. O terreno foi destocado, nivelado e, sem que ninguém reclamasse do poeirão, em cinco dias estava pronta.

Do lado de lá do Rio Batalha, o prefeito Antonio Ferreira do Espírito Santo cuidou para que tudo ocorresse rapidamente. Foi inaugurada em 2 de junho de 1954. Chamou Avenida dos Expedicionários, depois Castelo Branco.

História contada por Irineu Azevedo Bastos

Comentários

Comentários