Um dos proprietários do Águas Quentes de Piratininga, Luís Carlos Fernandes Ferreira - ele integra uma sociedade com outros três irmãos -, disse ontem que a cobrança da taxa de obras definida pela assembléia do dia 22 de agosto a única forma de garantir a subsistência do clube. Ele revelou que, dos cerca de 33 mil sócios, apenas aproximadamente 700 são contribuintes (pagam mensalidades).
“Temos que criar saídas para evitar o mesmo destino de clubes similares, como o Country”, justifica Ferreira, numa referência ao Bauru Country Club, que também contava com vários sócios remidos e entrou em violenta decadência financeira até fechar as portas em 1998. Ele admite que o clube só é equilibrado financeiramente durante cinco meses, no verão.
O empresário não reconhece o descontentamento dos sócios que receberam a cobrança e garante que a quantidade de reclamações no clube “está bastante baixa”. “Só uma minoria está questionando o processo”, diz Ferreira. Ele ressalta, porém, que o clube está “preparado” para enfrentar as resistências, inclusive na esfera judicial.. “A taxa de obras está prevista no Estatuto”, resume. Ele diz que o dinheiro arrecadado será usado para obras de manutenção (pinturas e reformas) e término da construção de seis chalés.
O dirigente também rejeita o caráter de “cobrança” do anúncio da criação da taxa de obras de R$ 690,00. “Não é cobrança, e sim uma troca, pois o associado terá um pacote de benefícios, além de colaborar para investimentos que vão valorizar o seu patrimônio”, explica.
Com a adesão ao acordo, que pode ser parcelado em até oito vezes, o associado fica isento do pagamento de taxas e pode levar quatro pessoas por mês ao clube por um ano entre outros benefícios. Ferreira disse não saber se haverá sanções a quem não pagar a taxa.