A droga que passa pelo Interior de São Paulo sai da Venezuela em pequenas aeronaves. A informação foi prestada à reportagem do Jornal da Tarde pelo diretor do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), Ivaney Cayres de Souza.
De acordo com ele, a cocaína passa por uma redistribuição nos Estados de Rondônia e Mato Grosso e chega em terras paulistas pelas pistas clandestinas. A partir daí, ela é despachada pela malha viária e conduzida aos Estados vizinhos e ao Exterior. Por essa razão, cidades do Interior de São Paulo com extenso entroncamento rodoviário, como Bauru, fazem parte da “rota caipiraâ€. Mas para dificultar ao máximo o acesso das drogas nesses municípios, o Denarc realizou um levantamento minucioso das pistas e hangares. O mapeamento ainda dispõe dos nomes dos principais traficantes de cada cidade e da relação com inscrições de todos os pequenos aviões.
Com os dados em mãos, o órgão quer iniciar nova uma ofensiva contra o tráfico de cocaína, que agora sai da Venezuela. Souza explicou ao Jornal da Tarde que, com a lei de abate de aviões em vigência em países vizinhos, como o Peru, e o fortalecimento da repressão do narcotráfico na Colômbia, houve mudança na rota da cocaína. Antigamente, a Colômbia era o ponto de partida.
A reportagem do JC tentou contato com o diretor do Denarc, mas ele não estava no órgão ontem à tarde.