Tribuna do Leitor

A pichação


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Já era tempo de nossas autoridades encontrarem uma solução para esse estado de coisas imperantes em Bauru, que é o caso da pichação. Até agora não entendemos porque fazem isso. A cidade está uma imundície: muros, casas, estabelecimentos comerciais e até igrejas, tudo rabiscado, com figuras desconexas e até desenhos obscenos, sem o menor respeito pelo dono do imóvel ou pelas pessoas que transitam pelo lugar.

E nem sempre um proprietário de imóvel é pessoa de muitos recursos. De um modo geral, são pessoas que vivem de ordenado, quando não aposentados, que resolveram fazer uma nova pintura em sua casinha.

Mas esses pichadores, que na calada da noite andam fazendo das suas, na verdade são criminosos, tanto quanto é um assaltante, um ladrão de carros etc. Pichar, rabiscar um imóvel é destruir o patrimônio alheio. E a tinta, dentre os materiais utilizados numa construção, é um dos mais caros. E quem ganha com essa situação são os comerciantes de tinta: quanto mais paredes para pintar, mais tinta para vender.

Nós aqui temos uma idéia à nova legislatura que irá tomar as rédeas da cidade: deveria criar o imposto antipichação. Esse imposto seria maior para empresas que negociam com tinta ou por todo o comércio e, eventualmente, poderia acudir outros tipos de vandalismo existentes na cidade.

A prefeitura contrataria uma equipe de pintores. Quando alguém visse que seu imóvel tinha sido pichado, acionaria a fiscalização, que iria até o local fazer uma avaliação e determinaria a execução dos serviços.

É uma idéia: os proprietários dormiriam mais tranqüilos e a cidade de Bauru ficaria mais bonita.

Dionisio Molina - RG. 1.127.597

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