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Bauru não atinge meta da tuberculose

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Bauru está na lista dos municípios que ainda não conseguiram atingir a meta do Ministério de Saúde, de curar 85% dos casos de tuberculose diagnosticados. Na cidade, o índice de cura é de 62,2%, bem abaixo do percentual médio do Brasil, que é de 73%, segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde.

Neste ano, até outubro, foram notificados 130 casos de tuberculose em Bauru e região, a maioria (85% dos casos) do tipo pulmonar. O índice de cura poderia ser maior se não fosse o fato de alguns pacientes abandonarem o tratamento antes do final, ressalta a médica Jaíra Kirchner, que é coordenadora do Programa Municipal de Controle de Tuberculose.

“Como vários portadores da tuberculose são usuários de drogas ou de álcool e portador de HIV, o que chamamos de pacientes complicados, é mais difícil colaborarem com o tratamento”, diz. A cura da tuberculose exige um tratamento de seis meses, período em que o paciente precisa tomar remédios todos os dias.

O índice de abandono em Bauru é de 5.4%. “Para tentar reduzir o percentual, vamos novamente adotar o tratamento supervisionado, em que três dias por semana o paciente vai ao SMI (Serviço de Moléstias Infecciosas) para tomar o remédio. Nos outros dias, ele toma o medicamento em casa”, diz Jaíra.

As pessoas com o sistema imunológico debilitado, como as portadores do HIV, estão mais sujeitas a contrair a tuberculose.

Para estimular a continuidade ao tratamento, o Programa de Combate à Tuberculose fornece passe-saúde aos pacientes. “Também estamos tentando localizar os pacientes sintomáticos respiratórios, aqueles que estão com tosse há mais de três semanas. Essas pessoas devem ir a uma unidade de saúde e procurar a enfermeira para fazer o exame de escarro”, orienta a médica.

O exame, realizado pelo Instituto Adolfo Lutz, é gratuito, assim como os remédios necessários para o tratamento.

Com maior incidência entre a população carcerária, o fato de Bauru possuir quatro presídios - Instituto Penal Agrícola (IPA), penitenciárias 1 e 2 e Centro de Detenção Provisória (CDP) - dificulta ainda mais atingir a meta de cura proposta pelo Ministério da Saúde, que atende uma recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). “Dos casos diagnosticados, 25% são de pacientes que estão presos”, lembra a médica.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, neste ano 15 municípios atingiram a meta de 85% de cura.

• Serviço

O Programa Municipal de Combate à Tuberculose funciona no Serviço de Moléstias Infecciosas, que fica na rua Silvério São João, s/n (próximo ao Pronto-Socorro Central). Mais informações pelo telefone (14) 3224-2380.

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