Oito mil maços de cigarros supostamente falsificados e 180 estabelecimentos fiscalizados. Este foi o saldo da operação realizada por policiais do 1.º Distrito Policial em parceria com representantes da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) ontem e anteontem em Bauru.
Do total de locais visitados pela equipe, 30 vendiam cigarros com embalagens falsificadas, maços com lacres violados, entre outros indicativos de falsificação ou fruto de contrabando.
Essa foi a segunda apreensão realizada pela ABCF em conjunto com a Polícia Civil em menos de um mês. A última, realizada no dia 20 de novembro, resultou em 5 mil maços suspeitos apreendidos.
Como da outra vez, o material será encaminhado ao Instituto de Criminalística de São Paulo, onde passará por perícia para confirmar as supostas falsificações e checar se a composição dos cigarros respeita as normas federais.
O novo volume de cigarros suspeitos apreendido surpreendeu o advogado Fábio Kielberman, diretor da divisão de concorrências públicas da ABCF. “Isso indica que, apesar das recentes apreensões, a reposição dessas mercadorias é rápida, confirmando que Bauru é hoje uma das cidades paulistas com maior incidência de falsificação de cigarrosâ€, afirma.
O entroncamento hidro-rodoferroviário é uma das razões para Bauru estar na rota dos falsificadores e contrabandistas, na opinião do delegado Ronaldo Divino, titular do 1.º DP e responsável pela operação conjunta com a ABCF em Bauru. “As rodovias facilitam o acesso a diversas regiões do País, favorecendo a distribuição desses produtosâ€, explica.
Até que o laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo fique pronto, nada acontece aos estabelecimentos comerciais e seus proprietários. Isso porque é preciso confirmar a falsificação.
Uma vez confirmado o fato, a polícia abrirá inquérito e ouvirá as partes envolvidas, que poderão aguardar o processo em liberdade. Se julgado e considerado culpado, o vendedor do produto falsificado ou contrabandeado poderá ser condenado à pena de um a cinco anos de detenção. Por ser crime contra a União, o processo corre na esfera da Justiça Federal.
Em caso do laudo apontar indícios de substâncias ilegais ou fora dos padrões determinados por lei que resultem em males à saúde, o caso será encaminhado à Justiça Estadual, segundo informações do delegado titular do 1.º DP.