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Bauru bate Unisanta e continua na elite

David Cintra
| Tempo de leitura: 4 min

O Bauru Sukest derrotou a Unisanta por 86 a 66 ontem à noite no ginásio Panela de Pressão. A partida fechou o “Triangular da Morte” do Campeonato Paulista e com a vitória o time bauruense se mantém na Primeira Divisão, enquanto os santistas farão companhia ao Pinheiros na Série A2 de 2005.

Os destaques individuais do jogo foram o ala/armador Zezinho, cestinha da partida com 23 pontos e o ala Soró, que anotou 19. Os pivôs André e Rigoni, assim como Atílio e Paulo Renato, também colaboraram muito para a vitória, dominando os rebotes, principalmente na segunda etapa.

A luta do ala Farofa, que anotou dez pontos, também colaborou. O armador Raul, mesmo ainda sentindo uma contratura na coxa direita teve participação importante para a vitória do Sukest, já que o titular da posição, Amapá, sofreu um estiramento muscular quando fazia aquecimento e ficou fora minutos antes do jogo começar.

Assim, o técnico Hudson Previdello começou a partida com Zezinho na armação. Logo no início do segundo quarto, o armador cometeu sua terceira falta e Raul entrou no jogo. Era a última opção de Previdello para a posição. Deu certo.

Pela Unisanta, o ala/armador João Guilherme foi o cestinha, com 18 pontos. O pivô Sidão fez uma boa partida, marcou nove pontos e pegou 11 rebotes. No mais, o time santista foi mal e mostrou porque está na A2.

A partida de ontem teve dois tempos bastante diferentes. Na primeira metade prevaleceu o equilíbrio, com as duas equipes de alternando na frente do marcador, já o segundo tempo foi dominado pelo time da casa, que mostrou mais determinação e também mais técnica.

Na primeira parcial os dois times foram rigorosamente iguais, com 28 pontos e seis rebotes para cada lado. Já no segundo quarto apoiado pela torcida, o Sukest abriu uma pequena vantagem de seis pontos (52 a 46), pouco para consolidar uma vitória, mas suficiente para dar confiança ao time.

Na volta do intervalo, o jogo mudou completamente. De um lado, o Sukest mantinha a determinação e um bom aproveitamento, do outro, a Unisanta parava na marcação adversária e quando conseguia arremessar errava.

Como não tinha nada a ver com o desespero que começava a tomar conta do time santista, o Bauru aproveitou-se para abrir a vantagem que precisava e fechou o quarto com o placar de 71 a 53 a seu favor.

Com o jogo praticamente definido, o Sukest voltou para o último quarto do jogo com a mesma força na marcação, forçando o erro do adversário, que em nenhum momento ameaçou a vitória dos bauruenses. Mesmo não jogando bem, Bauru venceu também a última parcial por 15 a 13, totalizando 86 a 66.

Ao final do jogo, muitos aplausos para um time que teve muitos problemas de contusão durante todo o campeonato, foi montado às pressas e não conseguiu se acertar nos jogos fora de casa, mas em nenhum momento jogou a toalha ou deixou de buscar os resultados positivos.

O pivô André, muito aplaudido pela torcida - em alguns momentos teve o nome gritado em coro - atribuiu a vitória à determinação do time. “Tivemos garra. Colocamos na cabeça que íamos ganhar o jogo, brigar por todas as bolas e isso foi o que nos levou à vitória. Agora é só esperar o próximo ano e fazer o melhor possível para que esta situação não se repita”, disse o pivô.

O ala Soró, que antes do jogo não admitia falar em derrota, também atribuiu o triunfo à garra do time e já sonhava mais alto. “Tivemos mais determinação para vencer. Agora vamos ter mais tranqüilidade para no próximo ano buscar uma vaga no Nacional e depois buscar o título brasileiro”, entusiasmou-se.

Hudson Previdello foi mais “pé no chão”. “Cumprimos nosso dever. Trabalhamos forte durante a semana e fizemos tudo o que treinamos. No primeiro tempo não encaixamos a defesa, mas depois conseguimos nos acertar e ter tranqüilidade para ganhar”, resumiu.

Já o técnico da Unisanta, Jorge Silva, o Bezerra, fez críticas ao regulamento que levou seu time à Série A2. “Este não é um momento de tristeza só para a Unisanta, ou para o Pinheiros, assim como não seria para o Bauru se tivesse perdido. É um momento de tristeza para o basquete. É uma brincadeira isso. Jogamos um turno, aliás um grupo do campeonato, e caímos”, criticou.

Bauru: Zezinho (23), Soró (19), Farofa (10), André (8) e Rigoni (3); Raul (4), Atílio (8), Paulo Renato (6) e Marcel (5).

Unisanta: Cauê (9), João Guilherme (18), Sidão (9), Saviani (6) e Helminsky (12); Isaías, Ari (1), André (7), Fischer (3) e Sylvio (1).

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