Política

Servidores esperam melhorias com a nova administração

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

A história se repete toda vez que a cidade troca de prefeito. Os servidores públicos municipais entram em clima de expectativa e aguardam tratamento diferenciado pelo novo comando que assumirá os destinos da cidade pelos próximos quatro anos. A questão salarial é a que mais incomoda a categoria.

O desenhista Adelmo Bertussi, 75 anos, dos quais 40 na prefeitura, compara o início de sua carreira com os tempos de hoje. “Melhorou muito. No passado, o regime na prefeitura era meio militar: trabalhava-se muito, sábado, domingo, sem direito a nada”, lembra.

Na avaliação dele, houve avanço na relação da prefeitura com seus funcionários. “Naquela época era duro. Não havia grade salarial. O salário era de acordo com a vontade do chefe. Hoje, já temos grade. Mas gostaria de ver esses jovens de início de carreira ganhando mais do que ganham hoje”, reivindica.

Seu colega de prefeitura, Delmar Baptista dos Santos, 69 anos, dos quais 52 na administração, reforça a avaliação. “Além da questão salarial, o novo prefeito terá que investir em material humano. Hoje, há um grande número de funcionários, mas falta pessoal qualificado”, opina.

De uma forma mais ampliada, o operador de máquinas Pedro José da Silva, que está completando 14 anos de funcionalismo público municipal, nutre a expectativa de que o novo prefeito da cidade vai atuar em todas as frentes para atender as demandas da categoria.

“Acho que podemos esperar melhores salários, melhores equipamentos e atendimento na manutenção das máquinas”, lista. Na véspera do período das chuvas, o servidor alerta que o município também vai precisar de uma frota renovada para dar vazão diária às centenas de pedidos encaminhados por parte da população.

Para Silva, é equivocada a opinião da população, que vê no servidor uma categoria que não gosta de trabalhar. “Não é essa a realidade. Nós trabalhamos como qualquer outra pessoa. Ás vezes sou obrigado a escutar que servidor público é vagabundo”, diz, revoltado.

Seu colega do Departamento de Apoio Operacional (DAO), Marco Alves Dias, diretor da Divisão de Comboio, também critica o destrato que a categoria sofre de uma parte da opinião pública. “No setor privado também há vagabundos. Eu tenho muito orgulho de ser servidor público municipal”, afirma.

Na avaliação do secretário municipal de Administração, Éverson Demarchi, o que a população não entende é que a administração pública tem que cumprir rituais burocráticos para se adequar à legislação.

“Na iniciativa privada, se faz cotações para adquirir as coisas. Na pública, é preciso fazer licitação, cumprir prazos e recursos”, explica. Para ele, o novo prefeito deve rever a legislação de pessoal e a política salarial.

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