Novas lojas, lanchonete, clínicas e estabelecimentos comerciais indicam o interesse de empreendedores em abrir negócios na Vila Regina. Em entrevistas concedidas ao JC nos Bairros, alguns deles
apontam diversos pontos positivos do bairro e afirmam que apostam no potencial de desenvolvimento do local.
Há cerca de quatro meses, o aposentado Egberto Cavariani inaugurou uma lanchonete temática na Vila Regina. Ele acredita que a boa localização do estabelecimento deve favorecer o negócio.
“Para o meu tipo de negócio, eu achei estratégica a localização. Meus clientes comentam que o bairro é superagradável e as pessoas gostam de sentar aqui porque é um lugar aberto, sem muitas construçõesâ€,
comenta.
Cavariani ressalta, ainda, as facilidades de estacionamento e de acesso ao local. “Esse canto
da cidade está se revelando um ótimo ponto para comércio de bom nívelâ€, avalia o proprietário
da lanchonete.
Diferentemente de outros, o comerciante afirma que não escolheu a Vila Regina em função das expectativas para a implantação do empreendimento Savoy no local. Entretanto, ele avalia como positiva a novidade. “Eu não vim para cá por causa do novo shopping, mas ele será sempre bem-vindoâ€, diz.
Sobre esse assunto, Cavariani reclama de falta de divulgação de informação sobre a viabilidade ou não do empreendimento. “Eu acho que as pessoas não têm muita informação sobre isso. Eu, que estou aqui, não tenho muita informação. É tudo meio contraditório.
Uma hora dizem que vai emendar tudo, outra hora
dizem que vão construir somente ao lado do Wal-Mart.
As informações são meio confusasâ€, queixa-se.
Simone Tamashiro é proprietária de uma academia de
ginástica localizada na Vila Regina. Ela trabalha e mora no local desde 2000 e conta que observou
as mudanças graduais do bairro nos últimos anos.
“Na época, tinha a farmácia, depois veio o pet shop.
Não tinha ainda a loja de móveis e não tinha a concessionária. Aos pouquinhos, foram vindo mais coisas para cáâ€, confirma.
Ela afirma que o bairro começou a crescer na época em
que foi anunciado o empreendimento Savoy e revela que a novidade foi um dos fatores que motivou a implantação da academia na Vila Regina.
“A gente veio para cá por causa daqueles boatos daquele
Grupo Savoy. Estavam crescendo os rumores de que iriam começar a construir. Acho que foi um estímulo para as pessoas virem para o bairro. Mas já foram vários anos e hoje quase nem se fala mais nisso. A gente nem
sabe se vão fazer ou se já desistiram do projetoâ€, expõe.
A proprietária da academia acredita que o empreendimento traria benefícios à Vila Regina.
“Traria mais movimento. Aí sim eu acho que o bairro encheria mais ainda. Porque ainda tem bastante terreno vazio. Tem investidoresâ€, avalia.
Na época em que abriu a academia, Simone estava em
dúvida entre a Vila Regina e a região da avenida Getúlio Vargas. “Antes, eu achava que o boom estava na avenida Getúlio Vargas. Mas eu acho que aqui (Vila Regina) é mais tranqüilo. Tem movimento de carros,
mas não daquela forma. Lá é um trânsito mais carregado.
Aqui, já é um fluxo constante e não tão agitado. Acho
gostosoâ€, destaca.
Neusa Maria Pagani Panice é proprietária de um pet
shop do bairro e também observa o gradual desenvolvimento. “Está crescendo. Eu tenho sido muito procurada para parcerias porque o terreno é grande. Agora tem lanchonete, loja de móveis, etc. O pessoal
está procurando a região para comércioâ€, afirma.
De acordo com Neusa, os estabelecimentos comerciais do
bairro são beneficiados pelo movimento de pessoas que vão ao Wal-Mart e ao Bauru Shopping.
“O bairro é bem movimentado e eu acho que a tendência
é crescer. Tem gente procurandoâ€, reforça.