Bairros

Comerciante aposta no crescimento

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 3 min

Novas lojas, lanchonete, clínicas e estabelecimentos comerciais indicam o interesse de empreendedores em abrir negócios na Vila Regina. Em entrevistas concedidas ao JC nos Bairros, alguns deles

apontam diversos pontos positivos do bairro e afirmam que apostam no potencial de desenvolvimento do local.

Há cerca de quatro meses, o aposentado Egberto Cavariani inaugurou uma lanchonete temática na Vila Regina. Ele acredita que a boa localização do estabelecimento deve favorecer o negócio.

“Para o meu tipo de negócio, eu achei estratégica a localização. Meus clientes comentam que o bairro é superagradável e as pessoas gostam de sentar aqui porque é um lugar aberto, sem muitas construções”,

comenta.

Cavariani ressalta, ainda, as facilidades de estacionamento e de acesso ao local. “Esse canto

da cidade está se revelando um ótimo ponto para comércio de bom nível”, avalia o proprietário

da lanchonete.

Diferentemente de outros, o comerciante afirma que não escolheu a Vila Regina em função das expectativas para a implantação do empreendimento Savoy no local. Entretanto, ele avalia como positiva a novidade. “Eu não vim para cá por causa do novo shopping, mas ele será sempre bem-vindo”, diz.

Sobre esse assunto, Cavariani reclama de falta de divulgação de informação sobre a viabilidade ou não do empreendimento. “Eu acho que as pessoas não têm muita informação sobre isso. Eu, que estou aqui, não tenho muita informação. É tudo meio contraditório.

Uma hora dizem que vai emendar tudo, outra hora

dizem que vão construir somente ao lado do Wal-Mart.

As informações são meio confusas”, queixa-se.

Simone Tamashiro é proprietária de uma academia de

ginástica localizada na Vila Regina. Ela trabalha e mora no local desde 2000 e conta que observou

as mudanças graduais do bairro nos últimos anos.

“Na época, tinha a farmácia, depois veio o pet shop.

Não tinha ainda a loja de móveis e não tinha a concessionária. Aos pouquinhos, foram vindo mais coisas para cá”, confirma.

Ela afirma que o bairro começou a crescer na época em

que foi anunciado o empreendimento Savoy e revela que a novidade foi um dos fatores que motivou a implantação da academia na Vila Regina.

“A gente veio para cá por causa daqueles boatos daquele

Grupo Savoy. Estavam crescendo os rumores de que iriam começar a construir. Acho que foi um estímulo para as pessoas virem para o bairro. Mas já foram vários anos e hoje quase nem se fala mais nisso. A gente nem

sabe se vão fazer ou se já desistiram do projeto”, expõe.

A proprietária da academia acredita que o empreendimento traria benefícios à Vila Regina.

“Traria mais movimento. Aí sim eu acho que o bairro encheria mais ainda. Porque ainda tem bastante terreno vazio. Tem investidores”, avalia.

Na época em que abriu a academia, Simone estava em

dúvida entre a Vila Regina e a região da avenida Getúlio Vargas. “Antes, eu achava que o boom estava na avenida Getúlio Vargas. Mas eu acho que aqui (Vila Regina) é mais tranqüilo. Tem movimento de carros,

mas não daquela forma. Lá é um trânsito mais carregado.

Aqui, já é um fluxo constante e não tão agitado. Acho

gostoso”, destaca.

Neusa Maria Pagani Panice é proprietária de um pet

shop do bairro e também observa o gradual desenvolvimento. “Está crescendo. Eu tenho sido muito procurada para parcerias porque o terreno é grande. Agora tem lanchonete, loja de móveis, etc. O pessoal

está procurando a região para comércio”, afirma.

De acordo com Neusa, os estabelecimentos comerciais do

bairro são beneficiados pelo movimento de pessoas que vão ao Wal-Mart e ao Bauru Shopping.

“O bairro é bem movimentado e eu acho que a tendência

é crescer. Tem gente procurando”, reforça.

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