“Time is moneyâ€. Em um mundo onde o capitalismo move as nações e gera uma sociedade material, onde o “ter†é mais importante do que o “serâ€, as verdadeiras necessidades dos indivíduos em geral são mascaradas pela ganância e pelas aparências. A manutenção desse modo de vida é feita através da exploração dos menos privilegiados, criando, assim, diferenças sociais que não são só grandes, como gigantescas. Percebemos então que enquanto uns passam toda a sua vida em busca de dinheiro e mais dinheiro, outros tentam sobreviver a cada novo nascer do sol. Afinal, o que o ser humano, em sua essência, precisa para levar uma vida digna? Comida. É impensável a sobrevivência sem o consumo de proteínas, vitaminas, sais minerais, enfim, tudo aquilo que é essencial para o nosso controle biológico. No entanto, a comida deixou de ser um bem de toda a humanidade, pois a mente humana a transformou em um produto, um bem material. Lucro. Comida, hoje, é sinônimo de produção e de comércio. Enquanto vemos safras inteiras sendo destruídas para o controle da produção, para a segurança do lucro, há milhares de seres humanos morrendo de fome nos países subdesenvolvidos, especialmente nos africanos. É só esperar para ver quando passarão a cobrar pelo uso do ar atmosférico! O que nos diferencia dos outros animais é o nosso intelecto, portanto, ele não deve ser menosprezado; isso nos levaria à regressão na escala evolutiva. A mente humana é muito poderosa, mas ela deve ser alimentada, assim como o nosso corpo. Precisamos de incentivos para pensar, raciocinar, enfim, precisamos de cultura. Um ser humano que não desenvolve a sua capacidade intelectual se torna um ser alienado e não-consciente, torna-se um animal selvagem e não um representante dos homo sapiens. É essencial, para que possamos levar uma vida tranqüila e feliz, que tenhamos também momentos de lazer, de diversão, de ócio. Assim como o desenvolvimento do corpo e da mente, o descanso e o prazer também são básicos para a manutenção da nossa vida. Com a Revolução Industrial, essa condição inerente ao homem foi substituída por cargas de trabalho de até 16 horas diárias, uma cruel violência para com as necessidades básicas de um ser humano. O homem é um animal de natureza social. Os relacionamentos humanos, a troca de experiências, o simples convívio e até os conflitos com outros integrantes da nossa própria espécie dão o sentido para nossas vidas. Afinal, qual a razão de viver se não para amar, compartilhar e aproveitar a vida com as pessoas das quais gostamos? São inúmeros os casos de depressão e até de suicídio de pessoas que não possuíam relações sociais e familiares satisfatórias. O capitalismo entrou em choque com praticamente todas as condições necessárias para a nossa existência. No entanto, não podemos nos esquecer de que ainda vivemos em uma sociedade cruelmente material. Portanto, dinheiro - isso mesmo, dinheiro - é mais do que importante para os seres humanos, afinal, tudo de que precisamos só será obtido através dele. Sem dinheiro, não temos acesso à comida, à cultura e ao lazer, portanto, ele é imprescindível para levarmos uma vida estável, tranqüila e prazerosa. Não podemos deixar que a mídia e a sociedade de consumo nos façam inverter os nossos valores. Ninguém é feliz só porque veste roupas de marca, assim como ninguém é feliz apenas com um prato de arroz e feijão na mesa. O ser humano não é um animal irracional e também não é uma simples mercadoria, somos seres pensantes e responsáveis por feitos grandiosos. Descartes, um sábio filósofo, assim disse: “Penso, logo existoâ€. Sem querer contrariá-lo, mas existir tem um significado muito mais amplo quando se trata de seres que são capazes de dominar o planeta e construir tecnologias que nunca, ninguém, imaginou serem capazes de existir. (Thais Martins Valente - RG 44.018.882-9 - aluna da 2.ª Série do Ensino Médio)
escolha sua cidade
Bauru
escolha outra cidade