• Patrimônio
O vereador Paulo Madureira (PP) está eufórico com a notícia de que o sanduíche Bauru poderá se transformar em patrimônio alimentício nacional, assim como o vatapá e o acarajé. Ele chegou a usar a tribuna da Câmara para discursar a respeito do assunto, durante a sessão de ontem do Poder Legislativo.
• Lei municipal
O sanduíche Bauru, por sinal, já é contemplado por uma lei municipal, de autoria do vereador José Eduardo Fernandes Ávila, colega de Madureira no PP. A legislação existe desde 1998, quando o famoso Zé do Skinão ainda estava entre em nós para imortalizar a receita do sanduíche.
• Buscar patente
Agora, resta aos representantes locais buscar o reconhecimento da “patente” em nome da cidade. Caso contrário, a fama ficará na Capital paulista, no Ponto Chic. Foi lá que Casimiro Pinto Neto criou o famoso sanduíche, numa noite de muita fome e, acima de tudo, de muita inspiração recebida dos deuses da culinária.
• Decepção
Representantes de segmentos artísticos estiveram ontem na Câmara Municipal de Bauru para apoiar o projeto de lei que cria o Conselho Municipal da Cultura, mas perderam a viagem. A votação da proposta foi adiada pela terceira vez, a pedido de Paulo Madureira. Só resta uma sessão, na segunda-feira, para que o projeto do Executivo seja votado ainda neste ano.
• Embate
Aliás, Madureira e o secretário municipal de Cultura, Sérgio Losnak, não conseguem chegar a um denominador comum a respeito do projeto. O parlamentar alega que falta deixar claro quais são as entidades que farão a indicação dos conselheiros. Para Losnak, mudanças propostas podem diminuir a representatividade e a pluralidade do órgão.
• Encontro
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) irá jantar hoje, às 19h30, no Palácio dos Bandeirantes, com prefeitos eleitos de 39 cidades da região, entre eles Tuga Angerami (PDT). A reunião, agendada pelo deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), tem como objetivo discutir ações conjuntas que poderão ser traçadas a partir de janeiro.
• Mais bloqueio
O combalido caixa da prefeitura municipal pode enfrentar hoje mais um bloqueio de receita do ICMS. O governo municipal espera a vinda de uma cota do Estado. Mas o valor poderá ser transferido para a RFFSA, em até R$ 1,8 milhão, conforme decisão judicial. Enquanto isso, 20% dos funcionários públicos continuam sem salário, muitos já apelando para empréstimo e ajuda de terceiros para honrar compromissos.
• Única saída
O bloqueio só não ocorrerá se a juíza Ana Carla Crescioni acolher o pedido do Sindicato dos Servidores de destinar essa verba para o salário ainda em aberto referente ao mês passado. A entidade fez o pedido ontem, no Fórum local, baseado na decisão de 2002, da própria Justiça, que manda priorizar o pagamento de salários antes de qualquer outra despesa. Se isso não for possível, é provável que muitos servidores passem um dos piores finais de ano dos últimos tempos.