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Projeto prevê atendimento setorizado


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No projeto do Suas, as unidades do Cras são divididas e implantadas de acordo com o número de moradores nos bairros e municípios. A rede de proteção básica, que deverá estar em funcionamento em todos as cidades, contará com benefícios de prestação continuada e eventuais, programas de acolhimento, convivência e socialização.

Municípios com população entre 50 mil e 100 mil habitantes teriam rede de proteção social de média complexidade, que incluirão em seus serviços o atendimento a famílias com vínculos rompidos, cuidados domiciliares, reabilitação de membros na comunidade e ações de educativas em meio aberto, como liberdade assistida. Já nos municípios com mais de 100 mil pessoas, as redes de alta complexidade vão incluir também serviços para a proteção integral, como abrigos, albergues, moradia e alimentação.

Segundo Egli Muniz, presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, o programa pretende garantir atendimento digno a famílias carentes, além dos direitos à informação, já que se tratam de moradores com dificuldade de acesso a leitura e com alto índice de analfabetismo, e também à oferta qualificada de serviços.

A secretária do Bem-Estar Social, Lilia de Oliveira, completa que o sistema ainda não tem previsão de implementação completa, apesar de diversas diretrizes estarem presentes nos planos de ações para o próximo ano. “O Suas é um programa federal, mas conta com uma grande luta para sua implementação da categoria dos assistentes sociais”, diz.

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