Desde há algum tempo, os órgãos ditos fiscalizadores e de recursos contra multas por infrações do trânsito em Bauru - Emdurb, Polícia Militar e JARI - têm sido alvo de severas críticas por munícipes inconformados - entre os quais me incluo - com os abusos por eles efetuados.
Numa tentativa de amenizar a péssima imagem adquirida nesse período, um desses órgãos, a Emdurb, veio a público, em edição do dia 2 p.p. deste periódico, tentar nos convencer de que a fiscalização tem caráter educativo, já que existem placas avisando com antecedência a existência de “equipamentos eletrônicos de medição da velocidade” (sic). Só esqueceu de dizer que essas placas eram obrigatórias antes da mudança da lei e só não foram retiradas porque os referidos “equipamentos” permanecem nos lugares em que se encontravam, lugares esses já sobejamente conhecidos por todos. Ou seja, a retirada das placas pouca ou nenhuma diferença faria.
Na seqüência, apresenta dados, informando a diminuição do número de acidentes e atribui o fato àqueles equipamentos. É ilusão daquele órgão; na maioria esmagadora das vezes os motoristas reduzem a velocidade somente ao passar pelos sensores, acelerando em seguida e voltando a atingir velocidades superiores à permitida.
Notem: nenhuma palavra a respeito da confiabilidade desses equipamentos nem da probidade de quem os programa.
Nenhuma palavra também do Setor de Relações Públicas da Polícia Militar a respeito do preparo (inclusive moral) e avaliação física (inclusive acuidade visual) dos elementos envolvidos na fiscalização do trânsito urbano.
Por último, gostaria de ver publicada nesta coluna a explicação da JARI para o esdrúxulo indeferimento ao recursos do dr. Glaubério Alves Pereira.
Edson Marin do Ó - RG 4.234.773/SP