Polícia

'Golpe do troco' leva R$ 800 do comércio

Sérgio Pais
| Tempo de leitura: 2 min

Uma tentativa de estelionato terminou na tarde de ontem como uma ocorrência de roubo. A vítima, um comerciante estabelecido no Calçadão da Batista de Carvalho que pediu para não ser identificado, foi atraída para o “golpe do troco” através de um telefonema. Na ligação, uma pessoa que se identificou como “Fernandes” e funcionário de um bingo da cidade, ofereceu ao comerciante uma grande quantidade de dinheiro miúdo para ser trocada por notas maiores.

Como o estabelecimento da vítima precisava facilitar o troco, o comerciante aceitou a oferta. Para realizar a troca do dinheiro, num total de R$ 800,00, golpista e vítima acertaram um local para a operação. Uma funcionária da loja encaminhou-se a um prédio na quadra 3 do Calçadão, onde encontraria Fernandes.

No local combinado, o 3.º andar do prédio, a funcionária não achou o golpista - ele a esperava no 4.º andar. No encontro, “Fernandes” solicitou à funcionária o dinheiro para efetuar a troca, mas, desconfiada, ela pediu para ver as moedas e notas miúdas. O golpista insistiu e disse que buscaria a sua parte da troca “num cofre”. Com a insistência da funcionária em só realizar a transação após ver o dinheiro, o golpista se exaltou, a empurrou e fugiu levando os R$ 800,00. A mulher não se feriu.

No 3.º Distrito Policial (DP), onde a ocorrência foi registrada, comerciante e sua funcionária descreveram o golpista como sendo um jovem de estatura mediana, pele clara e cabelos castanho claro e arrepiados. Ele trajava calça jeans e camisão branco. O delegado Marcelo Haddad, titular do 3.º DP, disse que, juntamente com a funcionária da loja, tentará identificar o golpista através de fotos dos arquivos da polícia.

Haddad explica que apesar de o rapaz estar desarmado e de não ter sido configurada a lesão corporal, a ocorrência foi registrada como roubo (pena de dois a dez anos de detenção). “Se a vítima tivesse entregado a sua parte do dinheiro e o golpista fugido, seria um caso de estelionato. Mas como houve o emprego de violência, é roubo”, diz.

O delegado lembra que este tipo de golpe não é inédito, mas que há tempos não havia registro semelhante, pelo menos na área do 3.º DP. Haddad reforça seu alerta à população para que fique atenta a ofertas inusitadas e aparentemente vantajosas. Segundo ele, a época de final de ano, com grande movimento nas áreas comerciais, é propícia à ação dos golpistas.

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