Bairros

Novo índice alivia o risco de dengue

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

O risco de uma epidemia de dengue se alastrar por Bauru em 2005 já não é tão grande quanto foi em maio deste ano. Na época, o índice de criadouros de larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, colocou o município em 9.º lugar entre as 20 cidades das 645 do Estado de São Paulo com maior chance de proliferação da moléstia. Mas um levantamento realizado em outubro mostra que a ameaça é pelo menos duas vezes menor.

Os números alentadores são embasados no índice de Breteau, que calcula o total de recipientes com larvas do mosquito em relação à quantidade de imóveis pesquisados. Em maio, o índice era de 4,19. Cinco meses depois, quando o último levantamento foi feito, ele passou para 1,68.

A medição, realizada pela Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), é ainda mais alta que a promovida pela administração municipal também em outubro, quando o índice calculado foi de 0,9. O número está dentro do limite preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 5.

“Saindo do zero absoluto significa que existe larva e chance de transmissão. É difícil prever uma eventual explosão (da dengue) porque o índice é uma mostra, mas a tendência é (a doença) voltar”, explica o coordenador interino do Programa Municipal de Combate à Dengue da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Leonídio Barbosa de Quadros.

De acordo com ele, tanto a diminuição quanto o aumento da moléstia são cíclicos. Ele cita o ano de 1997, quando nenhum caso foi registrado no município. Dois anos depois, 283 pessoas contraíram dengue na cidade. Além disso, o controle em Bauru também depende do monitoramento da doença em regiões como o Mato Grosso, Rio de Janeiro e Santos, áreas consideradas “exportadoras” de dengue.

No que se refere ao trabalho realizado especificamente no município, Quadros informa que cerca de 115 agentes de controle de doenças continuam passando nas casas para orientar a população sobre a doença e para identificar possíveis criadouros. “Durante o ano todo, a cidade é passada a limpo várias vezes. O recomendável é a pessoa fazer vistorias no quintal constantemente”, orienta.

De acordo com Quadros, a “temporada” de dengue recomeça neste mês por causa das chuvas, que favorecem o acúmulo de água em recipientes. Água e clima quente favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

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