Embora a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não tenha registrado nenhum caso de dengue contraído em Bauru neste ano, ela não nega a existência de criadouros de larva do mosquito Aedes aegypti espalhados pelo município. No entanto, a região que apresenta maior indicativo de infestação é a compreendida pelo Núcleo Geisel e Jardim Redentor.
Nesta área, o índice de Breteau chega a 1,9, conforme os dados da coordenadoria do Programa Municipal de Combate à Dengue. Na seqüência estão as regiões que incluem os bairros Parque Vista Alegre e Jardim Godoy (1,4) e Jardim Tangarás e Parque Bauru (1,3).
Outros números também são preocupantes: em outubro, a SMS visitou 5.127 imóveis de quadras sorteadas pela cidade inteira, onde foram encontrados 19.039 locais favoráveis para o desenvolvimento de larvas do mosquito.
“Os índices mostram uma condição momentânea. Por isso, as medidas de controle são habituais. A população respondeu bem às campanhas, mas a maioria dos criadouros ainda está dentro das casas”, alerta o coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito.
De acordo com ele, a administração limpou vários terrenos, porém ainda há entulho jogado pelos bairros. Para Brito, o combate à doença envolve a conscientização. Concorda com ele Roberta Gomes de Oliveira Lopes, moradora do Parque Vista Alegre.
“É falta de responsabilidade do pessoal. Enquanto não acontece com eles, não acreditam (na possibilidade de contrair dengue)”, diz. No entanto, ela também reclama da atuação da prefeitura, que não a atendeu quando ela e os colegas identificaram Aedes aegypti no local de trabalho.