Bairros

Conclusão de duas obras fica para 2005

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

A atual administração da Prefeitura Municipal de Bauru deve encerrar seu mandato deixando para trás pelo menos duas importantes obras inacabadas. De acordo com o secretário de Obras, José Ângelo Padovan, não há verba suficiente para a conclusão dos trabalhos na ponte Ayrton Senna e na avenida Comendador José da Silva Martha até o final deste mês.

A cidade tem outras obras em andamento, como a duplicação da avenida Luiz Edmundo Coube e a restauração da ponte de madeira do Jardim Godoy, que devem ser finalizadas na próxima semana.

Padovan explica que as obras em andamento são aquelas que dependem apenas do trabalho dos funcionários da prefeitura e que o Município não tem recursos para compra de materiais para sua continuidade. “Já estamos sem recurso para pagar o pessoal (o salário dos servidores), imagina para comprar material agora. Estamos sem material, nosso recurso está a zero. Tudo está mais ou menos parado porque não tem como pagar os fornecedores, e se eles não recebem, eles não entregam o material”, assume.

Ponte Ayrton Senna

A ponte Ayrton Senna, que liga a região do Núcleo Mary Dota ao Distrito Industrial 1, foi inaugurada em setembro de 2000 e interditada em janeiro do ano passado, após a constatação de problemas estruturais e risco à população. A recuperação teve início em abril, depois de uma série de indefinições e contestações judiciais, e em agosto, Padovan prometeu que a obra seria finalizada até dezembro, em entrevista ao Jornal da Cidade.

Ele esclarece que os servidores municipais seguem trabalhando na estrutura e já finalizaram a concretagem da fundação. “Agora, estamos fazendo a ampliação das vigas superiores de travamento, que travam a parede lateral da ponte, onde vai o aterro”, diz.

Para o aterramento, no entanto, não há recursos. Segundo o secretário de Obras, essa parte da recuperação necessita de um aterro envelopado, que segue a determinação do projetista da ponte. “Isso está enrolado por falta de verba. Você não pode descarregar o esforço da terra e do aterro todo nas paredes da ponte. É usada uma tela de material sintético para criar camadas, de maneira que a própria terra não descarrega esforço na estrutura, mas isso tem custo e não temos condições de comprar agora”, revela Padovan.

A falta de verbas obriga a atual administração a deixar a recuperação da ponte como herança para o próximo governo, para desagrado dos moradores da região.

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