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Dia-a-dia saudável pode ajudar a prolongar vida

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 1 min

Uma alimentação equilibrada reforçada por sessões diárias de exercício e muita distância do estresse são as dicas que o médico geriatra Luciano Humberto Soares Camargo dá para quem deseja alcançar uma velhice saudável e longa.

“É preciso mudar o estilo de vida. A partir do momento em que o ser humano pára de crescer, ele começa a envelhecer. Não existe uma linha que aponta o início do envelhecimento”, explica.

Camargo diz que a dieta é importante no processo. “Ela tem que ser balanceada. A atividade física é fundamental. E evitar vícios como tabagismo e alcoolismo. Um fator importante, mas que não depende só do ser humano, é o estresse. Hoje, a circunstância política e social nos obriga a viver num estresse constante”, analisa.

A constatação do geriatra com relação ao estresse procede. As quatro pessoas com mais de 100 anos de idade entrevistadas pelo JC nasceram e viveram por décadas seguidas na zona rural.

“Não existe um único fator que influencia na longevidade. É uma somatória. Os idosos comiam e fritavam em banha, comiam carne de porco. Mas também havia no sítio plantações de milho, verduras, legumes e frutas sem agrotóxicos. Eles andavam a pé, ou seja, tinham atividade física. A vida era mais tranquila”, expõe.

O quadro de longevidade, logicamente, também foi favorecido pela evolução da medicina. “Hoje com os aparelhos e equipamentos é possível fazer diagnósticos mais precoces. Com isso, a intervenção é mais objetiva”.

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