Quando Bauru era considerada a cidade com maior dinamismo do Interior, Alcides Franciscato governava com um time integrado, cujos membros conheciam as ordens do chefe “num olhar”. Sbeghen era tido como o “trator”, que movimentava a Secretaria de Obras; Jurandyr Bueno Filho olhava para a Bauru do futuro, liderando arquitetos e estagiários, hoje maioria deles efetivos da prefeitura ou profissionais bem sucedidos. Enfim, toda equipe do Executivo era afinada e trabalhava duro seguindo orientações do altivo prefeito.
Porém, o que Franciscato tinha de melhor era a forma toda sua de se relacionar com a equipe, incluindo os vereadores da Câmara Municipal que lhe davam sustentação. Os veradores Akira, Medina, Alonso, etc, faziam sua parte, sempre voltando suas decisões para o crescimento da cidade (um ótimo exemplo).
Porém, coisas pitorescas também aconteciam naquela época, como uma passagem com o querido Francisco Dal Médico, que ao entrar na sala de reunião do Palácio das Cerejeiras, depois de uns dias fora, encontrou Franciscato com dois secretários de Estado, analisando um projeto importante para a época. Sem qualquer constrangimento, Dal Médico foi, ao mesmo tempo, educado e cauteloso, saindo com a frase que ficou conhecida nos anais políticos: “Boa tarde, muito prazer, desculpe e até logo”.
Fechou a porta e ficou bem com todos!
Contada por Renato Senis Cardoso