Normal e até esperada a enérgica defesa feita pelo comandante do Pelotão de Trânsito, em nota nesta Tribuna no dia 9 p.p., do sistema de fiscalização do trânsito e de seus comandados.
De se estranhar apenas a extensão, ainda que tímida, da defesa aos outros dois órgãos envolvidos no processo; acredito que esses órgãos possam falar por si mesmos.
Não se discute o acerto das medidas preventivas e educativas citadas pelo tenente; o que se questiona é:
1) O grau de confiabilidade nos equipamentos instalados: trabalho com equipamentos eletrônicos e sei que não são exatamente infalíveis.
2) O gênero humano: bem, sobre esse tema é melhor nem falar. Os desvios de comportamento estão todos os dias estampados nos jornais. É só ler.
O que se espera dos órgãos fiscalizadores é que combatam energicamente os excessos, porém, sem os cometer. Espera-se, também, que eles tenham humildade de reconhecer quando se excedem. Do órgão que julga os recursos, a Jari, espera-se que, ao menos, leia a argumentação do autuado, antes de indeferir os processos; com isso evitaria os constrangimentos recentes e a perda ainda maior de sua credibilidade.
Por derradeiro, uma observação: a velada tentativa de intimidação feita pelo tenente Serpa, ao citar uma ação judicial, não cabe neste contexto. O questionamento e a contestação por parte dos que se sentem prejudicados nada mais são do que exercícios de cidadania, garantidos pela Constituição e como tal devem ser respeitados, sob pena de vermos reeditado o pior dos regimes de exceção.
Edson Marin do Ó - RG 4.234.773