Cultura

Contemporâneos ecléticos

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 1 min

Felizmente, o mundo da arte contemporânea está cada vez mais aberto à diversidade. Esculturas abstratas que dialogam com o espectador, técnicas intuitivas que chocam em ousadas instalações ou mesmo pequenas sutilezas que intercalam-se com cores impactantes das diferentes telas expostas na 26.ª Bienal Internacional das Artes de São Paulo fazem dessa mostra um dos eventos culturais imperdíveis.

Instalada no pavilhão central do Parque do Ibirapuera, na Capital, a bienal é dividida em três andares, com trabalhos espalhados por todo o espaço, incluindo alguns “esconderijos”, como salas escuras que funcionam como labirintos e só são percebidas por olhares mais atentos. Uma delas esconde uma instalação diferenciada, talvez uma das mais interessantes do evento.

Recheada de peças abstratas confeccionadas por pedaços de vidro e cristal estilhaçados, a exposição prima pela delicadeza de seus detalhes. A entrada, coberta por panos pretos, é o oposto do ambiente clean que se encontra dentro da mostra - completamente iluminada por raios de luz branca, que se misturam com componentes naturais vindos da janela do pavilhão central. As obras misturam a tecnologia futurista e sensações de intensa pureza, muito oposta ao restante de outras séries de instalações presentes na bienal.

Muitas escolheram mostrar a violência - nua e crua - em vídeos escandalosos. Tem quem goste. Outras repetiram a dose dos anos anteriores e enfatizaram temas como caos, consumismo, meios de produção e desigualdade, aproveitando-se da problemática social que se tornou “moda” nos dias atuais.

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