Busca a sociedade entender o exato por quê da ferocidade com que é tratada nos grandes centros urbanos não só nacionais como internacionais, nos quais seu trânsito vive molestado por ingerências de delinqüentes, que os fazem vítima dos mais contundentes resvalos físicos ou econômicos. Não escapam os incautos, em seus ambientes, das mais penosas violências, quando não se desviam de roubos e furtos de bens de alto custo em seus bolsos e em seus centro de atividades trabalhistas e domésticas.
Qual o motivo da rebeldia e da criminalidade recaindo sobre coletividades que persegue com os mais vexatórios meios de descomposturas? É evidente que bem os poderes públicos (polícia e outras) e nem os estudiosos dos comportamentos sociais conseguem chegar ao ápice da problemática, não descobrindo, nem por advinhação, justificativas para os ataques a adultos e menores, atingidos por inacreditáveis selvagerias, penosamente registradas não só pelas autoridades como pela opinião pública, absortos diante das tristes amostras que os meios de comunicação divulgam a todo instante. Há os que não omitem a menor preocupação com a deplorável questão, entre eles a Unesco que, por isso, vem diligenciando fluentemente tendo em vista conseguir de cada um dos povos do universo um desenvolvimento cultural alicerçado na educação, na paz, na justiça e na condescendência, requisitos capazes de incutir-lhes a sobriedade imprescindível para a conquista de uma cultura autêntica, escoimada dos detritos subhumanos que conduzem à delinquência muitos de seus componentes.
Urge uma conduta respeitosa, honesta e correta, sem ganância, promiscuidade, racismo e exploração humana, e tudo isso que representa os desejos do Criador de todas as coisas e espécies só virá a ser concretizado quando o respeito às pessoas e instituições vierem a ser anseio da própria sociedade. Então, a violência só será privilégio dos temporais e vendavais. É a nossa opinião.
O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC, delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.
“O mundo é daqueles que se encontram e confraternizam e, à sua maneira, ensinam os outros a perceberem isso”.