Geral

Equipamentos não foram entregues à ISS


| Tempo de leitura: 1 min

O governo brasileiro não cumpriu o compromisso de fornecer à Agência Espacial Internacional (ISS) seis equipamentos orçados num valor aproximado de US$ 140 milhões. Por essa razão, a viagem do astronauta brasileiro tenente-coronel aviador Marcos Pontes foi adiada duas vezes.

Para contornar a situação, ainda na gestão de Fernando Henrique Cardoso, a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Nasa (agência espacial norte-americana) iniciaram uma renegociação visando a redução de custos. A informação foi confirmada, via assessoria de imprensa, pelo presidente da AEB, Sérgio Gaudenzi.

A partir da revisão, o compromisso brasileiro passou a ser bem menor: o de fornecer um tipo de equipamento cujo custo varia entre US$ 8 milhões e 10 milhões, num período de quatro anos (prazo semelhante ao firmando pela primeira vez). O ajuste ainda depende da aprovação do Congresso.

“Eu acho importante o Brasil estar na ISS. São 16 países. Nosso País faz parte desse grupo que tem programa espacial. O fato de nós fabricarmos esses componentes nos dá um selo de qualidade internacional. As empresas que fizerem esses componentes serão certificadas pela Nasa, pela União Européia, que tem a sua Agência (ESA) (...) É um carimbo excelente, é uma marca para poder vender outros equipamentos para países lá fora”, diz Gaudenzi.

Apoiado nesta convicção, ele acredita que o País não terá problemas para cumprir o acordo revisado. No entanto, não nega o desgaste sofrido pelo Brasil neste processo.

“Existe um desgaste quando você não pode cumprir um acordo que fez, mas de qualquer maneira, o Brasil pediu um redimensionamento do acordo e devo dizer que a Nasa não criou qualquer obstáculo, pelo contrário, entendeu perfeitamente que se tratava de uma dificuldade financeira e redimensionou nossa participação. Nós continuamos participando. Creio que não houve arranhão”, conclui.

Comentários

Comentários