Tribuna do Leitor

PSDB PEGANDO UMA ONDA

Henrique Perazzi de Aquino
| Tempo de leitura: 2 min

Toda vez que leio a insistência de uns poucos tucanos tentando encher a bola do PSDB/FHC e outros símbolos predatórios deste país, não me seguro nas calças e já quero revidar. Na verdade, os tucanos estão tentando um reempoleiramento (sic), uma espécie de renovação da plumagem, que merece uma melhor explicação e entendimento.

Olhemos para o passado não tão distante e relembremos 1998, quando após 4 anos de farra fiscal, o ex-presidente FHC corria o risco de não se reeleger, contando com a intervenção direta de Bill Clinton, que levou o FMI a emprestar US$ 40 bilhões ao país e garantir mais quatro anos ao “amigo” brasileiro. A Lei de Responsabilidade Fiscal e o crescimento dos superávits primários não são, portanto, idéia e obra dos “gênios” da equipe econômica do governo anterior e sim, apenas parte das imposições dos burocratas internacionais. Já nos esquecemos das privatizações?

FHC ressurge dizendo gostar de pegar uma onda. Ele, que quebrou o país e praticou o maior engodo eleitoral da história brasileira, assume a ribalta e acusa o atual governo de “incompetente”. Diante desse embolorado discurso ele só comprova os termos que o jornalista Telmo Martino usava toda vez que se referia a ele: “o debutante da demagogia” ou “o arrivista da arquibancada”. Está me parecendo que comparações não são o parâmetro adequado para formular esses julgamentos.

Aquele jeito constipadinho que os tucanos têm de fazer política, de retenção e contrição é a cara do governador Alckmin, que começa a impregnar a política nacional com aquela alfazema da República Velha e com o bolor do PRP, o velho e insepulto Partido Republicano Paulista, a coisa mais parecida que já houve com o atual tucanato. Oligarcas por oligarcas, o estilo é o mesmo, inocentemente perverso, cheio de sutilezas e “punhos de renda”, como alfineta o jornalista Nirlando Beirão.

Fiquemos atentos, pois estamos mais do que cheios dos tais liberais de fachada, que antes permaneciam sentados sobre suas sacas de café e hoje encontram-se encarapitados no poder do maquinário da indústria paulista. (Henrique Perazzi de Aquino - RG 9.710.205-2)

Comentários

Comentários