É possível que estejam ocultas, bem distantes, atrás de algumas montanhas ou embaixo da imensidade dos oceanos e, em tais esconderijos, não tenham possibilidade de aparecer onde precisem se exibir facilmente aos necessitados e curiosos, que não são poucos no universo. Falamos das riquezas econômicas do mundo, tão imensas, tão provocantes, mas que nem todos os povos, mesmo colocando suas inteligências em estado de alerta, conseguem descobrir e avaliar como gostariam e como acaba de divulgar curioso relatório do Banco Mundial, segundo o qual “com apenas 10% da população planetária, os países do G8 (Estados Unidos, Canadá, França, Itália, Grã-Bretanha, Alemanha, Japão e Rússia) concentram nada menos de 60% da riqueza total, hospedando a grande maioria do 1% dos mais ricos do planeta (apenas 50 milhões de pessoas) que têm renda equivalente aos 57% dos mais pobres (aproximadamente 2,7 bilhões de seres humanos). As 225 mais abastadas têm uma riqueza agrupada superior a um US$ trilhão, que é a receita anual de 47% da população mundial (aproximadamente 2,5 bilhões de pessoas). No Planeta gastam-se US$ 100 bilhões em questões militares, enquanto o custo para obter e manter o acesso de todos os seres na instrução, alimentação, saúde, água potável e saneamento básico se eleva a US$ 44 bilhões, quantidade inferior a 4% da riqueza das 225. Paralelamente, em reduzir à metade a pobreza nos 15 anos futuros, mas até agora pouco avanço conseguiram, uma vez que a miséria prossegue afligindo 2,7 bilhões de pessoas, equivalentes a 57% dos mais pobres, situando-se aí um nítido flagrante do universo em que se vive com mais tristezas que alegrias, mais carências que opulências, com as sobras metálicas de uns tomando espaços de outros. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC, delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado). “Senhor! Olhai pelo vosso amigo. Que as pedras sejam removidas do seu caminho. Que tenha forças para carregar seus fardos. Que encontre coragem para resistir ao mal”.
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