Ficar entre os cinco primeiros da competição e trabalhar para melhorar o condicionamento físico e o orçamento para as oito etapas do Campeonato Brasileiro de Motovelocidade. Esses são os principais objetivos para a temporada 2005 do piloto bauruense Adalberto Gonçalves, que estreou este ano na modalidade competindo na categoria 500 cilindradas com o auxílio de um conjunto de patrocinadores composto pelo Grupo Prata, Super Moto Honda, Cervejaria Belco, Garcia Indústria e Equipamentos de Som, Lugui Automóveis, Despachante Maracanã e Tedi Auto Capas.
Em sua estréia no esporte, Adalberto cumpriu a meta traçada para sua estréia na competição: terminar o ano entre os dez melhores do Brasil. Foram oito etapas realizadas em vários estados, das quais participaram 56 pilotos e apenas 33 pontuaram. Além disso, marcou presença em um pódio e chegou a ocupar a oitava colocação, mas duas quedas nas últimas etapas o impediram de terminar nessa posição, encerrando a temporada com 36 pontos.
“Mesmo assim, a sensação é de dever cumprido. Estava focado no que queria e no enorme grau de dificuldade. Fui para ganhar experiência, mas sabendo dos meus limites. Por isso, considero este ano altamente positivo”, analisa.
Por isso, Adalberto sabe que ainda tem muito a crescer no esporte. “Adquiri experiência, mas tenho um caminho a seguir na categoria, que é a mais disputada e com maior número de participantes em virtude de não exigir um custo tão alto como a 600 cilindradas, categoria top no Brasil que exige investimentos de até R$ 100 mil”, explica.
Mesmo assim, acrescenta o piloto, seus planos almejam melhorar a boa estrutura que já contou durante este ano, cuja temporada consumiu cerca de R$ 20 mil. “Isso sem contar a moto e os acessórios necessários de proteção”, destaca Adalberto. “Uma boa temporada não depende só de experiência, mas de uma somatória de fatores, como equipamento, preparadores mecânicos, patrocínios e condicionamento físico adequado”, enfatiza.
O bauruense revela que também sonha em “pular” para a categoria 600 e até conquistar títulos na motovelocidade. “Só que para isso dependo da realização de boas temporadas e, principalmente, recursos financeiros”, salienta Adalberto. Ele afirma, ainda, que também sentiu-se extremamente grato a todos os amigos que o acompanharam em algumas etapas e a todos os que acreditaram em sua capacidade, como os patrocinadores e colaboradores.
Da bicicleta a CB 500
O primeiro contato de Adalberto Gonçalves com uma moto ocorreu quando ele tinha quatro anos, em 1978, e foi promovido por seu pai após comprar uma. “Fiquei encantado”, lembra. E, apesar de sua pouca idade, demonstrou-se muito interessado e passou a acompanhar notícias, fotos e tudo o que relacionava-se às máquinas.
Já aos oito anos, outro fato marcante: foi sua primeira experiência pilotando uma moto de 75 cc sozinho, que não durou muito. “ Não passou de uma volta no quarteirão e, quando resolvi parar, cai porque não alcançava os pés no chão”, recorda.
À medida que ia crescendo, aumentava também sua paixão pelas motos e pelas corridas de motovelocidade exibidas pela televisão, jornais e revistas, iniciando um sonho de um dia estar entre tais pilotos. Ao completar 18 anos, recebeu de presente uma carteira de habilitação, que o permitiu realizar viagens com sua moto e até cometer atos impensados.
“Já corri e apostei corridas em rodovias com meus amigos. Fiz isso até perder um amigo muito querido em um acidente, em 2003, que me fez pensar na segurança. Assim, resolvi trocar as perigosas rodovias por pistas profissionais, o que felizmente concretizou-se este ano.” (MF)