No seriado do início da década de 70, em que Jeanie, a gênia da lâmpada, mostrava a barriguinha, havia algo que passava despercebido: o seu umbigo era coberto por uma massa, de maneira que não aparecesse (a barriga ficava lisa). Isto tornava a barriga menos sensual e, desta maneira, preservava os valores morais e familiares da época. Quanta coisa mudou de lá pra cá! As barrigas sobressaem ao status moral e social, tornando-se um ícone de beleza, principalmente para as mulheres.
Não pretendo ser (nem sou) moralista, mas devemos observar os efeitos negativos que porventura isto possa causar. A busca pelo o que convencionou-se chamar de “um belo corpo” tornou-se obsessão. Um corpo sarado é o caminho mais fácil para o sucesso. Exemplos há aos montes. É só ligar a TV.
As marcas de cerveja, para citar um exemplo, “colam” sua imagem a mulheres formosas, não pela inteligência que ostentam, mas pela escultura do corpo. É a “bundalização” da cultura. E haja bunda neste verão!
Para ser gostosa não precisa ler livros aos montes e nem ter diploma universitário, pois ganha-se mais com um belo corpo do que lecionando. Para reflexão: a mídia exterioriza os desejos do povo ou os manipula?
Prof. José Reginaldo Furtado - RG 14.808.646