Ser

Traição virtual

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Eles são casados ou comprometidos, mas passam algumas - ou muitas – horas do dia navegando na Internet em busca de imagens pornográficas ou trocando mensagens apaixonadas e eróticas com pessoas desconhecidas.

A situação é relativamente nova, mas a chamada traição virtual já tem sido apontada, em alguns países, como uma das principais causas de brigas entre casais, separações e até divórcios. E é uma das causas que mais aumentam, segundo estatísticas, apesar das dúvidas que ainda cercam a questão.

Traição ou não, o fato é que a fidelidade é, inquestionavelmente, um dos principais ingredientes para um bom relacionamento. E quando alguém descobre que o parceiro ou a parceira está flertando com outra pessoa, os argumentos de que é só uma brincadeira e que não se conhece a pessoa que está do outro lado simplesmente não “colam”. A sensação de estar sendo enganado virtualmente pelo outro tem se mostrado tão incômoda quanto aquela causada por um flagrante real.

O alerta é do médico ginecologista e sexólogo Amaury Mendes Júnior, diretor do Centro de Estudos em Terapia Sexual do Rio de Janeiro.

Ele afirma que a curiosidade pelo sexo e pelo erótico fazem parte da natureza humana, especialmente entre os homens, para os quais imagens e imaginação desencadeiam forte excitação.

Via de regra, homens e mulheres sentem-se atraídos pela imagem sensual, pela conversa sedutora. E o médico até recomenda o uso desses recursos a dois, para apimentar os relacionamentos.

O problema é que muitas pessoas estão perdendo o controle sobre essas sensações e estão se tornando viciadas em pornografia virtual. Segundo o especialista, quando essa paixão pelo sexo virtual começar a refletir negativamente em outros setores da vida do indivíduo, o hábito deve ser encarado como problema.

Ele pode tanto indicar que há algo errado no relacionamento do casal, como pode estar escondendo um desvio de comportamento mais sério.

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