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Entidades fazem reeducação alimentar com Mesa Bauru

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Após um ano e quatro meses de seu lançamento oficial, o Programa Mesa Bauru já distribui cerca de 200 mil refeições mensais para entidades assistenciais da cidade. No entanto, o trabalho das instituições que cuidam especialmente de crianças e adolescentes foi um pouco maior do que o simples preparo dos alimentos. Elas tiveram de promover a reeducação alimentar com os atendidos, para que os legumes, verduras e frutas recebidos fossem incluídos com sucesso no cardápio.

A assistente social da Instituição Beneficente Bom Samaritano, no Jardim Bela Vista, Silmara Marciano, comenta que as doações do Mesa Bauru mudaram completamente a alimentação das cerca de 100 crianças, de 6 meses a 6 anos, atendidas na entidade. “Antes dessa parceria, não tínhamos a variedade de legumes e frutas que temos hoje. Conseguimos fazer um bom trabalho de reeducação alimentar com elas”, diz.

Ela conta que as crianças diziam não gostar de alimentos como abobrinha e berinjela, e até jogos e competições eram usados para convencê-las a comer. Jorciley Martins Barbosa de Carvalho, coordenadora da Creche Bom Samaritano, completa que usou até a vaidade dos atendidos como “arma” para fazê-los se alimentar.

“Eu dizia que beterraba deixa o cabelo bonito, que a cenoura deixa os olhos coloridos, que as unhas ficam mais fortes se você comer berinjela. Tudo isso foi estimulando as crianças e eles começaram a gostar de legumes. Hoje mesmo, alguns estavam pedindo berinjela frita”, relata a coordenadora.

Um grupo de alunos do jardim-2 da entidade confirma o apetite pelos legumes, verduras e frutas do Mesa Bauru. Entre os alimentos preferidos da turma, estão cenoura, tomate e alface. Já com as frutas e sucos, os preferidos são laranja, limão, maçã e banana.

“Verdura e legumes fazem bem para a saúde, a tia ensinou que a gente tem que comer sempre”, afirma Maicon, 5 anos, com convicção. “Eu gosto de tomate e de cenoura, mas a Giovana não gosta”, denuncia Daniel, 6 anos, e a garota se defende. “Não gosto muito, mas hoje eu comi.”

Cevac

No abrigo de meninas do Centro de Valorização da Criança (Cevac), no Núcleo Geisel, o processo de adaptação e reeducação alimentar também foi necessário. A assistente social da entidade, Simone da Silva, ressalta que o Programa Mesa Bauru complementou com riqueza as refeições e também as formas de preparo. “Trabalhamos muito com elas a importância de ingerir hortaliças, frutas e legumes”, diz.

Atualmente, a entidade atende 12 meninas entre 11 e 17 anos. Segundo Simone, a maioria das internas não estava acostumada com o tipo de alimentos doados pelo programa. “Elas não tinham hábito de se alimentar nem corretamente, nem com coisas saudáveis e nem em horários certos. Agora, com o cardápio elaborado por nossa cozinheira, percebemos que a saúde melhorou, que elas têm mais resistência a doenças e estão mais fortes”, conclui.

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