Articulistas

Frutos da sociologia

N. Serra
| Tempo de leitura: 2 min

Quantas já foram as tentativas feitas para enfocar a real posição dos seres humanos no mundo? Não foram poucas, pois desde a Idade Média filósofos se aprofundam no assunto, procurando definir as sociedades ideais, estribadas em seus pensamentos. Detêm-se, então, na filosofia e no mito, à procura de panoramas tendentes a definir como os grupos sociais deveriam ser ou se organizar com vistas ao seu futuro. E foi dentro desse processo de descobertas científicas, ligadas ao movimento histórico da Revolução Industrial, que a sociologia teve oportunidade de surgir, permitindo que as normas e valores sociais, considerados até então imutáveis, pudessem ser modificados para ser constituídos produtos da atividade humana.

Foi na seqüência dessa premissa que o que havia no campo da imaginação e da análise passou a embrenhar-se na esfera das ciências sociais, notadamente na sociologia, fundada por Augusto Conte. Mas aconteceu no Século 20 que elas criaram padrões para a realização das pesquisas, as quais tiveram o mérito de gerar mudanças na faina teórica dos sociólogos, militando no sentido da completa purificação de suas preocupações, de caráter filosófico ou eminentemente prático, face à qual o cientista analisa e interpreta os fenômenos comunitários e suas evoluções e alterações, assim como coteja o relacionamento dos grupos humanos e examina os efeitos do meio ambiente sobre indivíduos e conglomerados e se põe por dentro de estudos de mercados.

Mas têm também várias outras atribuições, inclusive prática da pedagogia social, tendo em vista que a sua atuação está mais interligada ao magistério. Constata-se, então, a significação da vida do cientista social, merecendo, sem dúvida, a admiração da própria sociedade e da sociologia, pois o quanto aprendem as pessoas na sua vivência nesse campo é de uma dimensão extraordinária face ao volume que a ciência transmite, constantemente, a quantos se decidem a adentrar nos segredos da profissionalização, preparando-se especificamente para seu pleno exercício. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC, delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado). “Os amigos são tão responsáveis que vivem na verdade. São tão livres que crêem. São tão fiéis que esperam. São tão unidos que prosperam. São tão amigos que doam a vida”.

Comentários

Comentários