Sempre tivemos admiração pelo presidente da Mesa da Câmara. Ele é uma espécie de pára-raios. Todo tipo de reivindicação popular chega a ele em primeiro lugar. E ao lado de pedidos justos chegam também muitos ossos duros de roer.
Tomávamos um café na sala do Edson Francisco quando entra o assessor e diz que um poeta queria uma audiência. O Edson faz um sinal de positivo e, em seguida, adentra a sala um rapaz com uma folha de sulfite às mãos:
- Sr. presidente, gostaria de saber sua opinião sobre dois sonetos que fiz. Um já está pronto. O outro está em casa, necessita de alguns retoques - diz o moço, estendendo o papel.
O Edson lê atentamente e, ao terminar, o rapaz pergunta, ansioso:
- E então? Que tal? O senhor gostou?
- Como dizia o Barão de Itararé, prefiro o outro, disse Edson.