Tribuna do Leitor

Nós... simples mortais!

João Fernando Paluan
| Tempo de leitura: 1 min

Quando nascemos, chegamos desnudos ao mundo e , ao longo da construção de nossa existência, vamos direcionando nosso caráter, nosso profissionalismo e organizando nossas vidas. Quando morremos, não levamos nada, a não ser nosso conhecimento. Então, pergunto-me por que perdemos tanto tempo em dizer muitos “não” e poucos “sim”? Por que mais julgamos do que compreendemos? Por que, na maioria das vezes, de tão “soberbos” que somos, perdemos a beleza da vida (que é muito curta)? Por que insistimos em mais subtrair do que somar? Por que insistimos em ser os donos verdade revelada se ela é inerente a cada ser humano? Por que, cada vez mais, praticamos uma concorrência desleal, se o mais interessante é a concorrência salutar? Por que queremos sempre ser o centro das atenções (muitas vezes manipulado), se o que nos revitaliza a cada dia é o reconhecimento público e notório de nossas ações leais? Por que fazemos de nossas vidas algo tão complicado, se ela é tão simples de viver? Por que tememos o diferente, se o igual é o mais comum? Por que fazemos do material algo tão importante, se o espitirual é o que nos eleva à catarse com o mundo? O que difere o momento do nosso nascimento para com o momento de nossa morte é que baixamos à terra vestidos e, em poucas horas, começamos a apodrecer. Aí, ninguém é diferente de ninguém e, mesmo que os esquifes sejam de mogno, embuia ou de qualquer outra madeira barata, somos todos iguais. Então, de que valem nossos orgulhos? (João Fernando Paluan - RG 9.827.616)

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