Bairros

Chuva leva pinguela do M. Dota/DI

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Com a ponte Ayrton Senna, que liga a região do Mary Dota ao Distrito Industrial (DI) 1, interditada há quase dois anos, agora motociclistas, ciclistas e pedestres também não têm como atravessar o rio Bauru. Eles usavam uma pequena ponte de madeira, uma pinguela, que foi arrastada pelo rio durante a chuva de anteontem à noite.

Sem a passagem, moradores da região do Mary Dota que trabalham no Distrito Industrial e iam a pé para o trabalho ou usava a ponte para chegar à região sudeste são obrigados a dar uma volta que aumenta o percurso em vários quilômetros. “Agora o jeito é pegar um circular para o Centro e depois outro até o Geisel”, planejava Luiz Antônio dos Santos, que, ontem à tarde, ficou surpreso ao verificar que a pinguela havia sido levada pela força da água.

Ele estava na região do Mary Dota e pretendia passar pela ponte improvisada e caminhar até o Geisel. Inconformado em ficar sem a ponte para pedestres, ciclistas e motociclista, José Maurílio dos Santos, que mora no Jardim Mendonça e trabalha no DI, disse que iria pedir à prefeitura a construção de uma outra ponte para pedestres no local. “Hoje (ontem) tive que dar a volta pela Rodrigues Alves para trabalhar. Fica muito longe”, frisa.

O secretário municipal de Obras, José Ângelo Padovan, concorda com a reclamação de Santos. “A pinguela foi o maior prejuízo causado pela chuva na cidade porque a população ficou sem nenhuma alternativa de ligação entre o Mary Dota e Distrito Industrial. Por isso, já estamos levantando o que é necessário, troncos de eucaliptos tratados e madeiras, para fazer outra ponte no lugar”, diz. Ele afirma que a obra será concluída até o final do ano.

Já a rua José Bonifácio, que liga a Bela Vista ao Jardim Godoy, não deve ser liberada para o trânsito neste ano. A rua está interditada sobre o córrego Água do Castelo, onde o asfalto cedeu abrindo uma cratera no meio da pista. Cláudio da Silva, chefe de seção da Secretaria de Obras, explica que a tubulação de aço galvanizado por onde o córrego era canalizado apodreceu.

Com a tubulação rompida, e um volume grande de água no córrego durante a chuva, o aterro e o asfalto cederam. Ontem, a prefeitura começou a trabalhar no local, mas o secretário de Obras prefere não estabelecer prazo para reconstruir a passagem. “Amanhã (hoje) vamos começar a transportar para lá células de concreto para canalizar o córrego, em substituição ao tubo de aço. Depois será preciso reconstruir o aterro e o asfalto”, conta.

Padovan conta que a Secretaria de Obras já estava planejando refazer a canalização porque sabia que a tubulação de aço estava deteriorada. “Mas a situação lá piorou por causa da quantidade de entulho carregada para dentro do córrego. A população precisa aprender que jogar lixo em terreno baldio só causa problemas”, reclama.

Vizinho do córrego Água do Castelo, o borracheiro Wilson Anastácio da Silva concorda com Padovan. “O rio transbordou porque tinha muito entulho. Quando vim para cá, me avisaram que aqui inundava, mas não imaginava que seria assim. Quando a chuva passou, parecia que tinha caído uma bomba no meio da rua”, relata.

Previsão

A frente fria afasta-se do Estado de São Paulo, mas ainda mantém o céu nublado com poucos períodos de sol, pancadas de chuva e trovoadas em pontos isolados e temperaturas em ligeiro declínio, prevê o Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet).

Para amanhã, a previsão é de poucas nuvens com pancadas de chuva em pontos isolados. Na sexta-feira, a previsão segue com pancadas de chuvas e temperaturas em elevação. No sábado, o céu deve ficar nublado com chuva e trovoadas isoladas. (IR)

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