Piratininga já teve um prefeito com comportamento pessoal, digamos assim, pouco eclesiástico. Era um bom prefeito, mas que gostava de uma noite (quando a noite era recheada por casas noturnas mais conhecidas como “zonas”).
E como era da noite - como diz o sambista, “boa noite para quem é da noite e bom dia para quem é do dia” -, o prefeito não tinha muita afeição por religião, embora se apresentasse como um católico praticante.
E na cidade havia um pároco muito exigente com seus fiéis e crítico nas homilías, com relação a comportamentos de seu rebanho e achava que autoridades tinham que dar exemplo.
Num evento público de inauguração, ao se cruzarem, o prefeito, meio sem graça, foi logo cumprimentando o padre com ares de boa amizade.
- Bom dia padre, como vai?... Há tempos não nos vemos.
No que respondeu o padre:
- Claro, você não vai à igreja e eu não vou à zona, assim fica difícil”. (Contada por Renato Senis Cardoso)