Politicando

Exílio em Bauru


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Juscelino foi eleito presidente da República com 33% dos votos apurados no País. Carlos Lacerda e o Clube da Lanterna, bem como alguns segmentos militares, embora a legislação fosse omissa sobre o assunto, argumentavam que o eleito não podia assumir o cargo, por não ter maioria de votos. Intentavam os derrotados no pleito, dar um golpe de Estado e tinham no presidente interino, Carlos Luz, um forte aliado. Com o falecimento do general Caronbert Pereira da Costa, durante seu sepultamento no dia 1.º de novembro de 1955, usou da palavra em nome dos militares o coronel Jurandir Bizarria Mamede que, em seu discurso alimentou argumentos que fortaleceram o golpe em andamento. Mas, apoiado por alguns militares, o general Henrique Teixeira Lott desfechou o contragolpe, conduzindo Nereu Ramos no lugar de Carlos Luz, assegurando a posse de Juscelino, propiciando a fuga de Lacerda, que se abrigou em uma embaixada, patrocinando, também, o exílio do coronel Mamede para Bauru, onde passou a comandar a 6.ª CSM.

Irineu Azevedo Bastos

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