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Primeira vez a gente não esquece

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

Diz o ditado popular que a primeira vez que fazemos algo na vida a gente nunca esquece. Pois é justamente esse o sentimento do jovem Rodrigo José Teixeira, mais conhecido como “Gugo”, após ter vencido a final da etapa interior do Campeonato Brasileiro de Som, Rebaixados e Tuning realizado recentemente no Recinto Mello Moraes, em Bauru.

A conquista foi obtida na categoria passeio com um Palio 1997 e surpreendeu o garoto, que é paulistano de origem, mas mora em Bauru há quatro anos. “Nem esperava ganhar, pois foi o primeiro que participei. Mas como me dei bem, curti pra caramba”, comemora Rodrigo.

Já o “Palinho”, quando o assunto é personalização automotiva, está até “discreto”. A melhor definição para o veículo é do próprio jovem. “Ele está diferente e bonito, mas não está completo”, resume Rodrigo. Isso porque o automóvel, apesar de “tunado”, manteve muitas características originais, como o motor e em alguns detalhes no interior - volante e painel.

Mesmo assim, não há porque desmerecê-lo, pois basta “bater” o olho para saber tratar-se de um legítimo “tunado”. Méritos para Rodrigo. “Quando comprei-o, ele estava praticamente cru. Só tinha spoilers e bancos de corvim e, aos poucos, fui transformando-o”, esclarece o jovem.

Por fora, o que mais chama mais a atenção é a adesivagem, que no campeonato ainda não estava presente no carro. Em tom amarelo simulando um veloz rastro de vento, contrasta com o “vermelhão” original do “Palinho”. Completam o visual externo o capô preto fosco com ressalto de entrada de ar, as “gradinhas” colméia, as rodas esportivas e os spoilers laterais.

Já no interior, destacam-se os tapetes de alumínio tipo “chão de ônibus”, as pedaleiras e manopla de câmbio esportivas, a tela de DVD no painel e as portas pintadas no mesmo tom vermelho da carroceria. E, como não podia faltar, um potente aparelho de som “toma” todo o espaço do porta-malas. Além disso, o “Palinho” só não é mais rebaixado, conforme Rodrigo, para fugir da buraqueira das ruas bauruenses. “É infernal e não tem condições de rodar com ele mais baixo que isso”, critica.

Mas ele não quer parar por aí e sua principal intenção é promover outras transformações no carro. Além de turbiná-lo e colocar rodas aro 17, pretende instalar mais duas telas de DVD nos encostos de cabeça dos bancos, suspensão a ar, retirar as maçanetas, personalizar o painel de vermelho, aplique de capô e volante esportivo. “Aí sim vai ficar completo, mas tenho de agradecer a minha mãe Cristina e minha tia Lica, pois são elas que me ajudam a modificar o automóvel”, conclui Rodrigo.

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