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Professores defendem atendimento do Iamspe no Hospital Estadual

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A diretoria do Centro do Professorado Paulista (CPP) em Bauru procurou o JC para reafirmar que defende o atendimento de usuários do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) nas organizações sociais de saúde de todo Estado, inclusive no Hospital Estadual (HE) Arnaldo Prado Curvêllo. Por isso, a entidade vai solicitar ao deputado Pedro Tobias (PSDB) que mantenha a lei complementar na pauta das matérias que estão para ser sancionadas pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Tobias é autor da lei complementar que autoriza organizações sociais de saúde, como o HE, a atender os servidores estaduais. Porém, o Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de São Paulo (Sindsaúde), Associação dos Professores Aposentados do Magistério do Estado de São Paulo (Apampesp) e da subsede regional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) já se manifestou contra a matéria.

Em matéria publicada recentemente pelo JC, as três entidades afirmam que são contra o atendimento dos servidores do Iamspe no HE porque entendem que a medida vai abrir precedentes para que o hospital firme convênios com outros planos de saúde. “Iria desvirtuar a proposta, que é o HE atender 100% SUS”, opina Duílio Duka de Souza, coordenador da subsede da CUT.

Mas Neuza Aracy da Costa Sampaio, vice-diretora da sede regional do CPP, afirma que o Iamspe não é um plano de saúde. “Quem é contra é porque não conhece a lei que foi aprovada na Assembléia Legistativa. Ela é benéfica para todos os servidores estaduais, que vão poder ser atendidos em organizações sociais, como o Hospital Estadual e o Hospital das Clínicas, em todo o Estado. De forma alguma abre precedentes para a entrada de planos de saúde, até porque o Iamspe não é plano de saúde”, sustenta.

Por isso, frisa Neuza, o CPP pede que a lei seja promulgada. Após a crítica do Sindsaúde, da Apampesp e da CUT, mesmo sendo o autor da lei, Tobias havia se disposto a pedir ao governador que vetasse a matéria.

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