A maior parte da produção de raiz se concentra nas regiões Norte e Nordeste do País, segundo dados da Associação Brasileira de Produtores de Amido de Mandioca (ABAM). Dessas regiões deve sair 15 milhões de toneladas, dos quais 50% vão para a fabricação de farinha e fécula. A outra metade vai para a produção de ração animal e consumo in natura.
O Centro-Sul deverá colher em torno de 9,6 milhões de toneladas de raiz, sendo que 3 milhões de toneladas deverão ser destinados ás indústrias de amido de mandioca, que deverão gerar 750 mil toneladas do produto.
Na liderança da produção de raiz, região Centro-Sul, está o Estado do Paraná. Na segunda posição vem o Estado de São Paulo, com 860 mil toneladas. Porém, São Paulo deverá destinar apenas 180 mil toneladas dessa produção para o setor de amido, investindo maior parte na indústria de farinha, ração animal e consumo in-natura.
Na região de Bauru há duas fecularias, ambas instaladas em São Pedro do Turvo. A polvilho Ourominas consome 400 toneladas/mês de raiz para fabricar amido de mandioca. O aproveitamento, segundo o gerente de produção da empresa, José Carlos de Freitas é de 18 a 24% . “Quando a matéria-prima está boa, mais enxuta, o aproveitamento é melhor. A raiz gera mais amido na época da brota.”
Semanalmente fabricamos uma média de 100 toneladas por semana. “Varia de uma semana para outra, depende do tempo. Quando está chuvoso, a mandioca sai da roça e fica ruim para trabalhar.”
Como se faz o amido
A mandioca chega da roça e passa pelo lavador, triturador e em seguida é separado o amido do resíduo. O amido vai para o secador e depois é empacotado para a venda.
Como se faz a farinha
A mandioca passa por um processo muito simples onde é retirado a casca marrom, a mais fina. Em seguida, passa pelo lavador e triturador.
A massa da mandioca é prensada para a retirada da água. Em seguida, ela é classificada e só então vai para o forno giratório.
____________________
Amido de mandioca na casquinha de sorvete
A fécula de mandioca ou amido de mandioca, como é mais conhecida, tem uma infinidade de utilizações, segundo o gerente de produção da fecularia instalada em São Pedro do Turvo (a 110 quilômetros de Bauru), José Carlos de Freitas.
Os frigoríficos que produzem a mortadela e o presunto são os principais consumidores, informa Freitas. “O amido da mandioca é usado na composição desses embutidos. A massa é que dá liga às carnes usadas na composição.”
O pão de queijo também contém amido de mandioca, avisa o gerente. “Na massa do pão de queijo, a fécula da mandioca também está presente adicionada no polvilho.”
Outra utilidade do amido é na cola usada em decoração. “Existe no mercado uma cola utilizada para cortinas que tem em sua composição, o amido de mandioca. Assim como na composição do copo de sorvete, conhecido por casquinha.”